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61% dos criadores de produtos digitais já usam automação nas vendas

Pesquisa da Manychat mostra como criadores usam tecnologia para ganhar escala no atendimento e nas vendas

Automação: tecnologia ajuda criadores a escalar atendimento, geração de leads e vendas (Magnific)

Automação: tecnologia ajuda criadores a escalar atendimento, geração de leads e vendas (Magnific)

Soraia Alves
Soraia Alves

Repórter de Marketing

Publicado em 10 de setembro de 2026 às 15h45.

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A automação já entrou na operação de boa parte dos creators que vendem produtos digitais. Segundo dados da Manychat, 61% dos 1.072 criadores de conteúdo ouvidos em uma pesquisa global afirmam usar automação para ajudar nas vendas.

Além disso, 79% dos que adotam a tecnologia dizem que ela foi o principal fator de alavancagem de seus negócios no último ano.

O levantamento, realizado em agosto, leva em consideração a base de usuários da Manychat. A plataforma automatiza conversas entre empresas, criadores e consumidores em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Segundo a empresa, os dados colocam em evidência uma mudança na economia dos criadores: à medida que audiência vira fonte de receita, tarefas como atendimento, geração de leads e conversão também precisam ganhar escala. A tecnologia, portanto, é utilizada para reduzir a dependência de interações feitas manualmente pelo próprio criador.

O estudo também mostra que 92% dos criadores que usam automação afirmam realizar vendas de seus infoprodutos enquanto dormem.

“Esses criadores estão administrando negócios reais, muitas vezes com equipes muito pequenas. A automação os ajuda a escalar partes do negócio que, de outra forma, exigiriam que eles estivessem online 24 horas por dia, 7 dias por semana”, avalia Mady Lanni, marketing integrated communications lead da Manychat.

Brasil em destaque

O Brasil aparece como um mercado particularmente relevante dentro da base da Manychat. Dos 170 lugares em que a empresa atua, o país concentra 23% dos usuários classificados como infoprodutores, à frente dos Estados Unidos. Na América Latina, representa 71% das contas desse segmento.

É importante separar esse dado de uma medição do mercado de infoprodutos: os números são referentes à base de usuários da própria plataforma. Ainda assim, ajudam a mostrar a dimensão do mercado brasileiro para ferramentas voltadas à automação de conversas.

A relevância do país também aparece na diversificação dos negócios. Na base brasileira da plataforma, Educação responde por 27% dos usuários, seguida por Marketing, com 21%, e Saúde, com 19%.

Para Lanni, o movimento está relacionado à maneira como os próprios criadores passaram a enxergar seu trabalho.

“Muitos criadores hoje estão, na verdade, construindo negócios que abrangem várias categorias. Eles podem começar criando conteúdo, depois monetizar por meio de um curso, um serviço, se afiliar na venda de produtos ou até mesmo investir em sua própria marca”, diz Lanni, que complementa:

“A creator economy brasileira continua crescendo e as pessoas estão usando o conteúdo não apenas para construir uma audiência, mas para construir negócios.”

A próxima leva de empreendedores digitais pode ampliar ainda mais esse mercado. Mais da metade dos criadores entrevistados que atualmente não têm um infoproduto disponível afirma que pretende lançar algum ainda em 2026.

Como consequência, o relacionamento com a audiência passa a ter uma função que vai além do engajamento. Uma mensagem recebida no Instagram, por exemplo, pode ser uma dúvida sobre um produto, um pedido de informação, uma oportunidade de venda ou o primeiro contato de um potencial cliente.

É nesse ponto que a automação entra como uma tentativa de colocar escala em uma operação que, em muitos casos, continua dependente de poucas pessoas.

A automação não está ligada a um modelo de negócio específico. Um infoprodutor pode usá-la para entregar um curso ou capturar um lead. Já um profissional de marketing pode usá-la para qualificar prospects ou gerar conversões. Não existe uma única fórmula”, afirma a executiva.

Chat como canal de venda

Redes sociais e aplicativos de mensagens passaram a ocupar uma posição diferente na jornada de compra. Não são apenas vitrines usadas para divulgar um produto. São também espaços nos quais consumidores pesquisam, tiram dúvidas, comparam alternativas e, em alguns casos, concluem a compra.

“Os consumidores brasileiros já estão conversando com marcas por meio das plataformas que usam todos os dias. Estão descobrindo produtos, fazendo perguntas, tomando decisões e até comprando, tudo dentro do Instagram ou WhatsApp”, afirma Lanni.

Essa mudança reduz a distância entre conteúdo e comércio. Um vídeo pode despertar o interesse; um comentário pode gerar uma dúvida; uma mensagem direta pode aprofundar a conversa; e uma sequência automatizada pode conduzir o usuário para a próxima etapa.

Para pequenos negócios, essa dinâmica pode ter um peso ainda maior.

“Para os consumidores brasileiros, a automação não está substituindo nenhuma interação. Mas ela torna a primeira interação mais rápida e conveniente. As pessoas querem respostas e soluções nos mesmos lugares onde já passam o seu tempo”, finaliza.

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