Inteligência artificial: investidores buscam alternativa para investir em gigantes de tecnologia não listadas na bolsa. (Imagem gerada por IA/Freepik)
Redação Exame
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 07h49.
A Powerlaw Corp. protocolou pedido de listagem em Nova York para vender ações e permitir que investidores tenham exposição a gigantes privadas de inteligência artificial, defesa e espaço, como SpaceX, OpenAI e Anthropic, empresas nas quais o fundo já possui participações.
Segundo a Bloomberg, a gestora do fundo, Powerlaw Capital Group, administra mais de US$ 1,2 bilhão em ativos. Sediada em São Francisco, nos Estados Unidos, a empresa é especializada na aquisição de ações.
O movimento ocorre em um momento em que investidores tradicionais dos EUA relatam dificuldade para acessar o crescimento de empresas privadas de tecnologia. A OpenAI, dona do ChatGPT, tem valor de mercado estimado em US$ 830 bilhões.
Especialistas apontam que, quando essas companhias eventualmente chegam ao mercado, parte relevante do valor já foi capturada por fundos de capital de risco e investidores internos, reduzindo o potencial de ganho para investidores individuais.
Pesquisador alerta que corrida da IA 'ameaça existência humana'Um sócio-gerente da Jazz Venture Partners, investidor da Powerlaw, afirmou à Bloomberg que muitas das empresas de maior crescimento não optam por abrir capital, o que limita o acesso do público a esses ativos.
A estrutura escolhida foi a listagem direta, modalidade na qual ações já existentes, pertencentes a acionistas atuais, são vendidas ao público.
A operação depende de aprovação regulatória. Após essa etapa, investidores poderão adquirir participações por meio de corretoras no mercado aberto.
O nome Powerlaw faz referência à dinâmica de power-law no mercado de capital de risco, em que um número reduzido de empresas concentra parcela desproporcional dos retornos históricos.
O sistema que fez a OpenAI valer US$ 500 bilhõesO fundo já investiu US$ 355 milhões em 18 empresas privadas de tecnologia, por meio de transações secundárias. A taxa de administração prevista é de 2,5% ao ano.
Entre os riscos citados está a possibilidade de ações de empresas fechadas serem negociadas com desconto em relação ao valor patrimonial líquido, o que pode pressionar os preços mesmo diante de um portfólio considerado sólido.
Companhias não listadas também divulgam informações limitadas e não são obrigadas a apresentar demonstrações financeiras detalhadas, o que reduz a transparência para investidores.
SpaceX tenta furar fila de índices antes de IPO trilionárioSegundo James Seyffart, da Bloomberg Intelligence, cresce o número de investidores que buscam exposição a empresas privadas por meio de veículos de acesso público, mas cada estrutura apresenta vantagens e desvantagens.
Embora SpaceX, OpenAI e Anthropic alimentem expectativas de um eventual IPO, não há confirmação de que essas ofertas públicas vão acontecer no curto prazo.