Repórter
Publicado em 1 de janeiro de 2026 às 09h33.
A reforma do Imposto de Renda, sancionada em novembro, entra em vigor nesta quinta-feira, 1º, trazendo mudanças expressivas tanto para trabalhadores quanto para investidores e contribuintes de alta renda.
Os contribuintes que recebem até R$ 5.000 mensais passam a ficar totalmente isentos do imposto, elevando a faixa atual de aproximadamente R$ 3.036 (2 salários mínimos).
➤ O governo estima que cerca de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados, resultando em renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões.
➤ Quem ganha até esse valor pode economizar até R$ 4.000 por ano, considerando o décimo terceiro salário.
Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês, será aplicada isenção parcial com desconto decrescente. Acima de R$ 7.350, mantém-se a tabela progressiva atual (até 27,5%).
Exemplos:
A partir do salário pago em janeiro (referente ao mês de dezembro), quem se enquadrar na nova isenção ou faixa de isenção parcial já terá o IR retido na fonte reduzido ou zerado. No entanto, mesmo isentos, deverão entregar a declaração referente ao ano-base 2025 em 2026.
Para equilibrar a redução na arrecadação, a reforma institui o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM):
Dividendos superiores a R$ 50.000 por mês, pagos por uma única empresa, terão retenção na fonte de 10%. Essa medida ressurgiu após décadas de isenção e visa compensar parte da perda de arrecadação. O imposto poderá ser compensado na declaração anual.