Twitter (TWTR34) vai fornecer dados sobre contas falsas à Elon Musk

A informação sobre o total de contas falsas no Twitter poderia ser fornecida ainda essa semana, desbloqueando o impasse sobre a compra da rede social
 (Pool / Equipe/Getty Images)
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Carlo Cauti
Carlo Cauti

Publicado em 08/06/2022 às 16:53.

Última atualização em 08/07/2022 às 08:48.

O Twitter (TWTR34) vai atender às demandas de Elon Musk e fornecer os dados sobre perfis falsos.

Após um impasse que durou semanas, o conselho de administração do Twitter planeja atender às demandas de Elon Musk por informações sobre contas, oferecendo acesso completo aos dados, que compreendem mais de 500 milhões de tweets postados todos os dias.

Segundo uma fonte anônima citada pelo jornal americano "The Washington Post", a informação sobre as contas falsas no Twitter poderia ser fornecida ainda essa semana.

A decisão desbloquearia a transação de compra da rede social, que o fundador da SpaceX e e CEO da Tesla (TLSA34) ameaça interromper.

A compra do Twitter foi anunciada por Musk no dia 4 de abril de 2022 e vai envolver um desembolso de US$ 44 bilhões.

O Twitter já fornece acesso aos seus dados para cerca de duas dúzias de empresas, que pagam para poder visualizar essas informações.

Um verdadeiro tesouro, que compreende não apenas um registro em tempo real dos tweets, mas também sobre os dispositivos de onde eles tweetam, bem como informações sobre as contas que escrevem mensagens.

Para Musk, esses dados são fundamentais para a compra do Twitter (TWTR34)

A equipe jurídica de Musk afirma que ter acesso ao fluxo de dados é essencial para entender a quantidade de spam e atividade de bots no Twitter.

Um número que pode influenciar a receita publicitária da empresa.

Em carta enviada na última segunda-feira, 7, endereçada ao responsável legal do Twitter, Vijaya Gadde, os advogados de Musk salientaram como a rede social estaria se recusando a fornecer informações sobre spam e contas falsas desde o dia 9 de maio, quando foi realizada a primeira solicitação.

Musk que o acordo está suspenso até que a plataforma garanta o fornecimento das informações, aumentando a especulação de que o magnata esteja tentando retirar ou renegociar sua compra por um preço mais baixo.

Quando assinou o acordo inicial em abril, Musk renunciou ao direito de analisar profundamente as finanças e o funcionamento interno do Twitter.

O contrato de compra exige que Musk cumpra o acordo, a menos que ele demonstre que a empresa o enganou ou que um grande evento mudou seu valor.

Os desafios do Twitter com bots e contas falsas existem há quase tanto tempo quanto a plataforma, que foi fundada em 2006.

Durante anos, a empresa informou que bots e contas de spam representam menos de 5% dos usuários, um número que a empresa obteve após extensas auditorias.

Mas alguns pesquisadores externos, com base em seus estudos, sugerem que a porcentagem seja realmente muito maior, talvez o dobro ou o triplo.

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