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Rali em Wall Street: Nasdaq tem melhor sequência desde 2021

Mesmo com o Estreito de Ormuz fechado, investidores olham para cenário de normalização

Nasdaq: Wall Street ignora guerra e volta a mirar recordes históricos. (Divulgação / Getty Images)

Nasdaq: Wall Street ignora guerra e volta a mirar recordes históricos. (Divulgação / Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 15 de abril de 2026 às 08h22.

O mercado americano voltou com força — e quem lidera esse movimento é o Nasdaq. O índice acumula alta de 14% em apenas dez sessões consecutivas de ganhos, marcando sua melhor sequência desde 2021.

O rali vem sendo puxado pelos resultados fortes de grandes bancos e pela retomada das ações de tecnologia, especialmente ligadas à inteligência artificial (IA), segundo fontes ouvidas pelo Wall Street Journal.

Enquanto isso, o S&P 500 já está a apenas 0,2% do recorde histórico atingido em janeiro — sinal de que o mercado praticamente apagou as perdas causadas pelo início do conflito no Oriente Médio.

Mercado ignora risco

Mesmo com o Estreito de Ormuz ainda fechado — um ponto crítico para o fluxo global de petróleo —, os investidores estão olhando mais para frente do que para o risco imediato.

O petróleo, que havia começado em baixa o pregão da quarta-feira, 14, subiu cerca de 1,40%, permanecendo abaixo dos US$ 100. O patamar ainda está elevado, cerca de 20% acima das mínimas recentes.

Na prática, o mercado já começa a precificar um cenário de normalização, apostando em uma possível descompressão das tensões geopolíticas, detalharam as fontes consultadas pelo WSJ.

Bancos surpreendem

A temporada de balanços estrangeira começou melhor do que o esperado, especialmente entre os gigantes financeiros.

Goldman Sachs e JP Morgan registraram receitas recordes com trading, surfando a volatilidade recente. No consolidado com Citigroup e Wells Fargo, as receitas de negociação cresceram 16% na base anual.

Outro destaque veio do banco de investimento: as receitas com fusões e aquisições (M&A, em inglês) dispararam mais de 80% nos dois líderes do setor.

E a BlackRock, maior gestora do mundo, registrou US$ 130 bilhões em captação líquida no trimestre, incluindo entradas em crédito privado.

"Um dos começos de ano mais promissores", na visão do CEO da BlackRock Larry Fink.

Especialistas ressaltam ao WSJ que é notório, assim, que as empresas seguiram buscando crédito e negócios, o que está sustentando o ciclo financeiro, mesmo com as incertezas envolvendo as tensões geopolíticas.

Tecnologia acelerou rali

A corrida global por IA voltou a impulsionar toda a cadeia: chips, servidores e memória. Empresas ligadas a esse ecossistema dispararam. Foi a tecnologia que acelerou o rali.

A Intel subiu mais de 50% em nove sessões após anunciar novas parcerias, enquanto a fabricante de memória Sandisk quadruplicou de valor no ano, conforme informações divulgadas pelo WSJ.

Até empresas de software — antes vistas como ameaçadas pela IA — voltaram a subir, indicando que o mercado revisa expectativas sobre o setor, acrescentaram.

Já o Dow Jones Industrial Average teve um desempenho mais fraco devido à exposição maior a empresas intensivas em energia, refletindo o impacto dos preços altos para o petróleo.

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