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Produção de minério de ferro da Vale avança 2,6% em 2025 e supera meta

Relatório de produção do quarto trimestre mostra avanço em minério de ferro, cobre e níquel; pelotas ficam abaixo do esperado

Vale: empresa diz que torre atingida por incêndio não afetou exportações de minério de ferro (Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Vale: empresa diz que torre atingida por incêndio não afetou exportações de minério de ferro (Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 06h59.

Última atualização em 28 de janeiro de 2026 às 08h16.

A Vale (VALE3) superou sua própria projeção de produção de minério de ferro em 2025, ao atingir 336,1 milhões de toneladas no acumulado do ano. O número representa um crescimento de 2,6% em relação a 2024 e ficou ligeiramente acima da estimativa da própria companhia, que esperava 335 milhões de toneladas.

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O desempenho do quarto trimestre também veio acima do registrado um ano antes: foram produzidas 90,4 milhões de toneladas de minério de ferro entre outubro e dezembro, 6% a mais do que no mesmo período de 2024.

O avanço foi puxado pelo bom desempenho da mina de Brucutu e pela continuidade do ramp-up dos projetos Capanema e VGR1.

Na comparação com o trimestre anterior, no entanto, houve queda de 4,2% na produção — movimento sazonal, comum no período.

Vendas e preços

As vendas totais de minério de ferro no trimestre somaram 84,8 milhões de toneladas, alta de 4,5% em relação ao quarto trimestre de 2024, mas com leve recuo de 1,3% frente ao terceiro trimestre. Os finos de minério responderam por 73,5 milhões de toneladas do total, com crescimento de 5,2% na base anual e retração de 1,9% na trimestral.

O preço médio realizado de finos subiu para US$ 95,4 por tonelada, alta de US$ 1 frente ao trimestre anterior, impulsionado pela valorização da commodity no mercado internacional.

As pelotas, por outro lado, tiveram desempenho mais fraco: as vendas recuaram 10% na comparação anual, para 9,056 milhões de toneladas, ainda que tenham crescido 3,3% ante o trimestre anterior. A produção caiu 9,2% no ano e fechou o trimestre com 8,3 milhões de toneladas, alta de 4,1% em relação ao 3T25.

Em dezembro, a Vale já havia reduzido seu guidance de produção de pelotas para 2025, revisando a faixa de 38 milhões a 42 milhões de toneladas para 31 milhões a 35 milhões.

Outro fator citado foi a parada da planta de pelotização de São Luís, que passou por manutenção preventiva no terceiro trimestre.

Recorde no cobre e alta no níquel

A produção de cobre atingiu 108,1 mil toneladas no quarto trimestre, maior volume trimestral desde 2018. O avanço de 6% na base anual foi puxado pelo desempenho recorde da operação de Salobo e pela estabilidade nas minas de Sossego e nos ativos polimetálicos do Canadá.

O níquel também teve leve melhora: a produção cresceu 2% frente ao quarto trimestre, totalizando 46,2 mil toneladas. A Vale atribui o aumento ao comissionamento do segundo forno da planta de Onça Puma e à retomada gradual das minas subterrâneas de Voisey’s Bay.

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