Acompanhando a alta dos contratos futuros do petróleo, as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3 e PETR4) subiram 2,50% e 1,24%, respectivamente (Germano Lüders/Exame)
Repórter
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 18h37.
Última atualização em 8 de janeiro de 2026 às 18h52.
O Ibovespa encontrou fôlego no peso pesado da Petrobras e dos bancos para fechar em alta nesta quinta-feira, 8, mesmo diante da queda das ações da Vale. Em um pregão de cautela, o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,59%, aos 162.936 pontos, com investidores calibrando posições diante do cenário externo e da agenda econômica.
Acompanhando a alta dos contratos futuros do petróleo, as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3 e PETR4) subiram 2,50% e 1,24%, respectivamente. Os contratos da commodity recuperaram parte das perdas das últimas sessões, embora os desdobramentos da ofensiva militar dos Estados Unidos sigam no radar dos investidores.
O petróleo tipo Brent, referência mundial, com vencimento em março teve alta de 3,38%, cotado a US$ 61,99 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI, mais usado pelos EUA, com entrega também em fevereiro, subiu 3,16%, a US$ 57,76 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Com o avanço, a Brava Energia (BRAV3) também se recuperou e subiu 5,70%, a maior alta do dia.
Entre os mais ganhos do dia também ficaram os papéis do setor elétrico. Todas as ações da Axia Energia, ex-Eletrobras, avabçaram. As ordinárias (AXIA3) subiram 3,41%, enquanto as ações preferenciais Classe B e C (AXIA 6 e AXIA7) avançaram 4,07% e 3,80%, respectivamente. Assim como as da CPFL Energia (CPFE3), que subiram 3,15%.
"Houve um fluxo comprador e continuidade de tendência (papel tem sido destaque de performance e liquidez recente na B3), além do apelo do setor elétrico como “porto relativamente defensivo” em dias de incerteza", afirma Gustavo Gomes, head de renda variável da AVIN.
"Para CPFL, o pano de fundo é parecido: utilities tendem a se beneficiar quando o mercado procura qualidade + previsibilidade de caixa/dividendos; além disso, notícias recentes de proventos/juros sobre capital próprio (JCP) ajudam a manter o papel no radar e podem reforçar o fluxo no curto prazo", acrescenta.
Os bancos também se recuperaram após o tombo na véspera. As units, cesta de preferenciais e ordinárias, do BTG (BPAC11) anotaram ganhos de 2,16%, seguidas pelas units do Santander (SANB11), que avançaram 1,75%. As preferenciais do Itaú (ITUB4) subiram 1,55% e as ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) avançaram 0,55%.
Apenas as preferenciais do Bradesco (BBDC4) recuaram entre o grupo de ações do setor financeiro e encerram o dia com queda de 1,70%.
O Ibovespa também foi pressionado pelo desempenho negativo de VALE3. As ações da mineradora caíram 0,97% após terem subido mais de 3% na terça, 6, e avançarem 0,59% na véspera. Por ter peso no Ibovespa, com uma participação de 11,14%, uma queda do papel acaba atuando como detrator do índice.
O recuo da mineradora é atrelado à queda do minério de ferro no mercado internacional, que encerrou o dia em baixa de 0,37% na bolsa de Dalian, na China.
"Foi um movimento descrito como realização depois de preços em máximas recentes, o que normalmente bate de frente com VALE3 no intraday", diz Gomes.
"Hoje, o índice chegou a sair dos leilões no positivo e ficou oscilando perto dos 162 mil, com o investidor ainda dividido entre tensões externas e a espera por dados dos EUA para entender o futuro dos juros. Ou seja: melhora pontual, mas com “freio de mão” no risco".