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Ouro volta a disparar com vai e vem tarifário e fraqueza do dólar

O contrato do ouro para abril fechou em alta de 2,85% na Comex, cotado a US$ 5.225,60 por onça-troy

Ouro dispara: vai e vem nas decisões aumentou a percepção de risco entre investidores, que passaram a reforçar posições em ativos considerados mais seguros, como o ouro (Srinophan69/Getty Images)

Ouro dispara: vai e vem nas decisões aumentou a percepção de risco entre investidores, que passaram a reforçar posições em ativos considerados mais seguros, como o ouro (Srinophan69/Getty Images)

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 16h22.

O ouro disparou nesta segunda-feira, 23, em meio ao aumento das incertezas comerciais nos Estados Unidos e à fraqueza do dólar no mercado internacional. O movimento reforça o papel do metal como ativo de proteção em momentos de instabilidade diante das novas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O contrato do ouro para abril fechou em alta de 2,85% na Comex, cotado a US$ 5.225,60 por onça-troy. A valorização foi impulsionada pela busca por segurança após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar, na última sexta, 20, boa parte das tarifas recíprocas implementadas por Trump.

Após a decisão da justiça americana, porém, o republicano anunciou uma tarifa global de 10% e, menos de 24 horas depois, elevou a cobrança para 15% e ainda ameaçou adotar novas medidas comerciais.

Ouro sobe e o dólar cai

O vai e vem nas decisões aumentou a percepção de risco entre investidores, que passaram a reforçar posições em ativos considerados mais seguros, como o ouro.

O avanço do metal ocorre em contraste com o enfraquecimento do dólar. O índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas de países desenvolvidos, recuava cerca de 0,15% no fim da tarde perto das 16h.

No Brasil, o movimento também é de desvalorização da moeda americana. No mesmo horário, o dólar caía 0,23%, cotado a R$ 5,164. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,13 — o menor nível em quase dois anos, desde 21 de maio de 2024, quando estava em R$ 5,116.

De acordo com Alexandre Viotto, chefe de baking da EQI Investimentos, o ambiente externo foi marcado por aversão ao risco diante das incertezas sobre as tarifas defendidas por Trump após o revés na Suprema Corte.

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