Ouro: metal precioso subiu nesta terça-feira, 27 (Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 05h16.
Última atualização em 27 de janeiro de 2026 às 05h17.
O preço do ouro atingiu novo pico nesta terça-feira, 27, impulsionado por fatores geopolíticos e instabilidade institucional nos Estados Unidos. Após alcançar o patamar inédito de US$ 5.110,50 na segunda-feira, o metal operava em US$ 5.060,36 por onça no mercado à vista, com avanço de 0,9% no horário da manhã em Londres. Já os contratos futuros com vencimento em fevereiro registravam leve queda, cotados a US$ 5.056,90.
A valorização reflete o aumento da demanda por ativos de proteção, diante de novas medidas comerciais anunciadas por Donald Trump. O presidente norte-americano afirmou que pretende ampliar tarifas de importação sobre produtos da Coreia do Sul, incluindo veículos, madeira e medicamentos. O Canadá também foi citado em possíveis sanções, após reaproximação diplomática com a China.
Especialistas do setor financeiro indicam que a postura agressiva de Washington está fortalecendo os metais como alternativa defensiva no cenário atual.
A desvalorização do dólar, provocada por ações conjuntas dos governos dos EUA e do Japão para conter a alta do iene, contribui ainda mais para o movimento. Como o ouro é precificado na moeda americana, o metal se torna mais acessível a investidores estrangeiros.
A insegurança interna nos Estados Unidos, com risco de paralisação orçamentária e pressões políticas sobre o banco central, também influencia o mercado. Há expectativa de que o Federal Reserve (Fed) mantenha as taxas de juros, em meio a investigações envolvendo o atual presidente da instituição e uma possível substituição no comando da autoridade monetária em maio.
A prata segue a mesma tendência do ouro, com avanço expressivo de 4% e cotação próxima de US$ 108,05 por onça. Na sessão anterior, o metal atingiu sua máxima histórica, e acumula ganho anual de 53%.
O ambiente favorável aos preços elevou o interesse por fusões no setor. A companhia chinesa Zijin Gold anunciou aquisição da mineradora Allied Gold, do Canadá, em operação avaliada em aproximadamente US$ 4 bilhões.
Outros metais apresentaram queda nesta sessão. O platina recuou para US$ 2.647,39 por onça, após alcançar nível recorde no dia anterior. O paládio também operava em baixa, a US$ 1.953,69.