Invest

Ouro chega perto de US$ 5.600 com dólar fraco e tensão no Irã

Metal avança 29% em janeiro; prata sobe mais de 60% e cobre salta com instabilidade geopolítica

Ouro: metal precioso sobe forte nesta quinta-feira, 29 (evgeniibashta/Freepik)

Ouro: metal precioso sobe forte nesta quinta-feira, 29 (evgeniibashta/Freepik)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 05h30.

Os preços de ouro, prata e cobre atingiram máximas históricas nesta quarta-feira, 29, impulsionados por um cenário de dólar em queda, tensões no Oriente Médio e desconfiança sobre a independência do Federal Reserve.

O ouro saltou para US$ 5.560,07 por onça troy, com avanço de 3% no dia e 29% no mês, em sua nona sessão seguida de recordes. A prata superou os US$ 120, com alta de mais de 60% em 2026, após disparar 148% em 2025.

Busca por proteção acelera compras de metais

A valorização dos metais ocorre em meio a sinais de instabilidade institucional nos EUA. O presidente Donald Trump ameaça substituir o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e investiga criminalmente a atuação de membros da autoridade monetária, como Lisa Cook.

Investidores têm se deslocado para ativos tangíveis diante da desvalorização do dólar e da falta de confiança no sistema financeiro global.

A demanda física também cresceu em mercados asiáticos. Comerciantes de metais preciosos em Xangai e Hong Kong relatam corrida às lojas, com compradores apostando em novas altas.

Cobre, petróleo e índices seguem o movimento

Além do ouro e da prata, o cobre saltou 7,9% na Bolsa de Metais de Londres, e o Brent atingiu o maior nível desde setembro. A valorização é atribuída à fraqueza do dólar, que impulsiona ativos cotados na moeda americana.

A moeda australiana — considerada proxy de commodities — avançou por nove sessões consecutivas, a maior sequência em dez anos.

Fed mantém juros nos EUA e interrompe ciclo de três cortes seguidos

Enquanto isso, os títulos do Tesouro dos EUA caíram, com o mercado projetando pressões inflacionárias derivadas do avanço nos preços das commodities.

Trump eleva tensão com Irã e Europa

Em discurso recente, Trump exigiu um acordo nuclear com o Irã e prometeu uma ofensiva “mais violenta” do que a do ano passado, caso Teerã não ceda. O país persa respondeu com ameaça de retaliação aos EUA, Israel e aliados.

O presidente americano também voltou a ameaçar retaliações econômicas à Europa e intensificou críticas ao Federal Reserve, ampliando a volatilidade nos mercados de renda fixa e câmbio.

Mercado acionário oscila com lucros e IA

O índice MSCI Ásia subiu, assim como os futuros das bolsas americanas e europeias, após resultados positivos de Tesla e Meta. Já o setor de tecnologia opera em compasso de espera, com investidores avaliando os gastos em inteligência artificial.

Fluxo estrangeiro faz Ibovespa bater novo recorde aos 184 mil pontos

Microsoft, Amazon e Nvidia negociam um investimento de até US$ 60 bilhões na OpenAI, segundo a The Information.

A alemã SAP projeta alta nas receitas de nuvem, e a sul-coreana Samsung superou expectativas com lucro cinco vezes maior no último trimestre.

Ouro sobe US$ 1.000 só em janeiro

Com o fechamento desta quarta-feira, o ouro já acumula US$ 1.000 de valorização apenas em janeiro de 2026.

BC mantém a taxa de juros em 15% ao ano pela quinta reunião consecutiva

Segundo analistas da Bloomberg e da IG Markets, o movimento atual tem características parabólicas, mas ainda sustentadas por fundamentos como compra por bancos centrais, risco geopolítico e fuga para ativos reais.

Acompanhe tudo sobre:OuroDólar

Mais de Invest

Emprego nos EUA, balanço da Apple e Haddad: o que move os mercados

Lucro da Microsoft cresce, mas aporte bilionário em IA machuca ação

Meta bate previsão de lucro, projeta faturamento maior e ação dispara

Tesla tem queda de 61% em lucro em meio as apostas de Musk em IA