A Meta afirmou que as vendas do quarto trimestre aumentaram 24% em relação ao ano anterior.
Repórter de Invest
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 19h18.
A Meta, gigante que controla o Facebook, Instagram e WhatsApp, fechou o ano de 2025 com o pé no acelerador e os investidores parecem ter adorado o que viram. O balanço financeiro divulgado recentemente não só superou as expectativas de lucro, como também trouxe projeções ambiciosas para o futuro.
Com uma receita anual que ultrapassou a marca histórica dos US$ 200,9 bilhões, o conglomerado estadunidense de tecnologia e mídia social de Mark Zuckerberg mostra que sua estratégia de focar em inteligência artificial (IA) e eficiência operacional está rendendo frutos.
O lucro líquido do último trimestre do ano ficou em US$ 22,77 bilhões de dólares, o que representa um lucro por ação diluído de US$ 8,88, superando os US$ 8,02 dólares registrados no final de 2024. O avanço anual foi de 9%. As receitas da Big Tech também foram destaque, crescendo 24% no ano a ano, indo para US$ 59,8 bilhões no período.
Zuckerberg não escondeu o entusiasmo com esses resultados, afirmando que a empresa teve um desempenho comercial forte em 2025 e que já está de olho no próximo passo: avançar na "superinteligência pessoal" para usuários em todo o mundo ao longo de 2026.
O otimismo é sustentado por uma base de usuários crescente, cuja média de pessoas ativas diariamente na "família de aplicativos" da Meta chegou a 3,58 bilhões em dezembro de 2025, um aumento de 7% ano a ano.
Além disso, a empresa conseguiu monetizar melhor essa audiência, com as impressões de anúncios subindo 18% no quarto trimestre e o preço médio por anúncio apresentando uma alta de 6% no mesmo período.
O lucro teve um leve recuo de 3%, de US$ 62,3 bilhões em 2024 para US$ 60,4 bilhões em 2025, mas nada que pudesse ofuscar o brilho dos resultados. No after market, as ações da companhia Afinal, o mercado já reagiu bem: as ações da Meta na Nasdaq, em Nova York, dispararam em 2,61%, indo para US$ 128,77: o maior valor neste ano.
Para o primeiro trimestre de 2026, a expectativa de receita total está na faixa de US$ 53,5 bilhões a US$ 56,5 bilhões. No entanto, a CFO Susan Li deixou claro que o crescimento não virá sem custos. A previsão é que as despesas totais para 2026 fiquem entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões.
Segundo a executiva, o grande motor desse aumento de gastos será a infraestrutura, incluindo gastos com nuvem de terceiros, depreciação e custos operacionais, além do investimento pesado em talentos técnicos para apoiar as áreas prioritárias, como é o caso da IA.
Li também destacou que a Meta pretende investir pesado em bens de capital, com uma estimativa entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões para 2026, visando apoiar os esforços do "Meta Superintelligence Labs" e o núcleo do negócio.
Apesar desse aumento significativo nos investimentos em infraestrutura, a CFO tranquilizou os investidores ao afirmar que a empresa espera entregar um lucro operacional em 2026 superior ao registrado em 2025.
No que diz respeito às divisões da empresa, a expectativa é que o crescimento das despesas venha da "Família de Aplicativos", enquanto as perdas operacionais do Reality Labs devem se manter em níveis semelhantes aos de 2025.
Como nem tudo são flores, e a Meta sabe que precisa navegar em águas regulatórias turbulentas. Li mencionou que a empresa continua monitorando ventos contrários legais e regulatórios tanto na União Europeia quanto nos Estados Unidos, o que pode impactar significativamente os resultados financeiros.
Entre os pontos de atenção estão as mudanças nas ofertas de anúncios menos personalizados na Europa e o escrutínio sobre questões relacionadas ao público jovem nos EUA, que enfrentarão julgamentos este ano e podem resultar em perdas materiais.
Ainda assim, com um caixa de US$ 81,59 bilhões em ativos líquidos ao final de 2025, a Meta parece estar bem preparada para financiar sua busca pela superinteligência enquanto lida com as pressões do mercado e dos governos.