Acompanhe:

Oi (OIBR3) propõe grupamento de ações para aumentar preço

Unificação deve ser na proporção de 50 para 1 e ajuda a enquadrar a ação em valor igual ou superior a R$ 1,00 por unidade

Oi (OIBR3): Grupamento ajuda a enquadrar papel na cotação de R$ 1,00 (Foto/Reprodução)

Oi (OIBR3): Grupamento ajuda a enquadrar papel na cotação de R$ 1,00 (Foto/Reprodução)

R
Raquel Brandão

18 de outubro de 2022, 08h43

A empresa de telecomunicações Oi (OIBR3/OIBR4) convocou os acionistas para aprovarem um grupamento de suas ações, atualmente cotadas a R$ 0,36, no caso das ordinárias (OIBR3), e a R$ 0,81, para as preferenciais (OIBR4). A proporção da unificação seria de 50 para 1, ou seja: lotes de 50 ações passam a corresponder a 1 ação. O objetivo é elevar o preço do papel para que ele não fique abaixo do patamar de  R$1,00.

Por regra da B3,  os papéis negociados não podem ficar abaixo de R$ 1 por mais de 30 dias consecutivos. Caso contrário, a bolsa pode tirar o papel do pregão. Os emissores precisam se enquadrar até a primeira assembleia geral, ou no prazo de seis meses ou, ainda, até a assembleia geral ordinária. A partir daí, a companhia tem que conseguir manter a cotação acima do R$ 1 por pelo menos seis meses. A última vez que o papel ordinário da Oi rompeu a barreira de R$ 1,00 foi em fevereiro deste ano. Já a ação preferencial é negociada abaixo de R$ 1,00 desde setembro.

"Além de adequar as cotações das ações da companhia aos referidos Regulamento e Manual, a implementação do grupamento viabilizará um mercado secundário mais saudável e justo, objetivo almejado pela própria regra da B3", explica a companhia.

Caso aprovado o grupamento de ações pela assembleia, o capital social da companhia, de 6.603.037.459 ações, passará a ser dividido em 132.060.748 ações, sendo 128.906.204 ordinárias, nominativas e sem valor nominal de emissão e 3.154.544 preferenciais, nominativas e sem valor nominal de emissão.

Em recuperação judicial desde 2016, a empresa tem se reestruturado, vendendo operações, como a unidade de telefonia móvel, comprada por TIM, Telefônica Brasil (Vivo) e Claro. Compradoras e vendedora, agora, estão em arbitragem por causa do valor do negócio, que as três empresas afirmam ter ficado acima do que deveria. A Oi nega e conseguiu na Justiça decisão favorável para que as compradoras depositem R$ 1,5 bilhão em juízo até a pendência ser resolvida. A decisão das compradoras de iniciarem o processo de arbitragem pode estar, inclusive, atrasando a decisão da Justiça de considerar encerrada a recuperação judicial da Oi, segundo fontes ouvidas pela Exame Invest.