Vale: ação acompanhou guinada no preço do minério (Washington Alves/Reuters)
Editor de Invest
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 09h36.
Última atualização em 7 de janeiro de 2026 às 09h37.
O minério de ferro atingiu o maior preço desde fevereiro no mercado internacional, impulsionado pela perspectiva de novos estímulos macroeconômicos na China e pelo movimento de recomposição de estoques antes do feriado do Ano Novo Lunar.
Os contratos futuros da commodity avançaram pelo quarto dia consecutivo e se aproximaram de US$ 109 por tonelada em Cingapura.
O Banco Popular da China informou que manterá os juros baixos, o que, via de regra, estimula a economia. E além do fator macroeconômico, o mercado tem sido sustentado pelo aumento das compras antes da pausa prolongada do Ano Novo Lunar.
“A oferta está robusta no momento, mas há riscos de interrupções nas próximas semanas por causa do clima sazonal. Com isso, existe a possibilidade de os preços subirem ainda mais”, afirmou Liz Gao, analista de minério de ferro da CRU, à Bloomberg.
Apesar da disparada recente, o minério de ferro encerrou 2025 com um ganho modesto. Ao longo do ano passado, o mercado conviveu com preocupações relacionadas ao aumento da produção das grandes mineradoras globais e com sinais de desaceleração da produção de aço na China.
Do lado da oferta, os estoques nos portos chineses — o maior mercado importador da commodity — subiram para o nível mais alto desde o fim de 2024, indicando ampla disponibilidade do produto.
Ainda assim, o início de 2026 tem sido positivo para diversas matérias-primas. Metais básicos registraram ganhos expressivos, com destaque para o cobre, que alcançou preço recorde no mercado internacional.
Na sessão desta madrugada, o minério de ferro chegou a avançar até 2,1%, alcançando US$ 108,90 por tonelada em Cingapura. Já os contratos negociados em Dalian, na China, encerraram o dia com alta superior a 3%.
O movimento refletiu nas ações da Vale (VALE3), um dos papéis de maior peso do Ibovespa. Na sessão de ontem, a companhia bateu máxima histórica, e fechou em R$ 75,87.
O patamar é recorde levando em consideração ajustes no preço do papel em função da distribuição de dividendos, agrupamento e desdobramentos de ações.
Em termos nominais, o valor da ação já superou os R$ 110.