Redação Exame
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 07h43.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta quarta-feira, 7, Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O nome foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União e ainda precisará ser aprovado pelo Senado, após sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e votação no plenário.
A expectativa é que a deliberação sobre a indicação de Lobo aconteça no início de fevereiro, na volta do recesso do Legislativo.
Otto Lobo integrou a diretoria da CVM entre 2021 e o fim de 2025, após ter sido indicado durante o governo Jair Bolsonaro.
Em 2025, assumiu interinamente a presidência do órgão depois da saída antecipada de João Pedro Nascimento, que deixou o cargo antes do término do mandato. Como já ocupava a função de forma interina, Lobo deve permanecer à frente da CVM até julho de 2027, caso a indicação seja confirmada.
A Secretaria de Comunicação da Presidência informou que Otto Lobo tem formação acadêmica e experiência profissional compatíveis com o cargo.
A definição do nome ocorreu após uma disputa entre o Palácio do Planalto, a equipe econômica e lideranças do Congresso. O Ministério da Fazenda defendia outros candidatos para o comando do regulador, enquanto o nome de Lobo tinha apoio nos bastidores de parlamentares do Centrão.
Além de Lobo, o presidente também indicou o advogado Igor Muniz para uma das diretorias da CVM. As duas indicações reduzem o desfalque no colegiado, mas ainda restará uma vaga pendente de nomeação.
A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, com autonomia administrativa, financeira e orçamentária.
O órgão é responsável pela regulação e fiscalização do mercado de capitais, incluindo ações, títulos e outros valores mobiliários.
Seu colegiado é formado por cinco integrantes, um presidente e quatro diretores, todos indicados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado.
Atualmente, a CVM opera com quadro reduzido. Antes das novas indicações, apenas dois diretores estavam em exercício: João Accioly e Marina Coppola.