Invest

Inflação, falas do Fed, Haddad e Galípolo: o que move os mercados

Agenda do dia é marcada pelo IPCA de janeiro e pelo início do CEO Conference do BTG, com foco em política econômica, juros e cenário fiscal

O que move os mercados: com IPCA de janeiro e evento do BTG no foco, investidores avaliam inflação, trajetória dos juros e sinais da política econômica (Adam Gault/Getty Images)

O que move os mercados: com IPCA de janeiro e evento do BTG no foco, investidores avaliam inflação, trajetória dos juros e sinais da política econômica (Adam Gault/Getty Images)

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 05h30.

Depois de um pregão histórico, em que o Ibovespa fechou pela primeira vez acima dos 186 mil pontos, os investidores encaram nesta terça-feira, 9, uma agenda com indicadores de inflação, emprego, consumo e custo do trabalho, ao mesmo tempo em que o mercado acompanha discursos de autoridades monetárias, a temporada de balanços e um evento que reúne alguns dos principais formuladores de política econômica no Brasil e nos Estados Unidos.

No Brasil, os investidores terão uma bateria de dados de inflação e atividade logo no início do dia. Às 9h, o IBGE divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, considerado o principal indicador da agenda local e central para a leitura sobre a trajetória dos juros no país.

No mesmo horário, saem também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), além da Produção Industrial Regional de dezembro.

Os números ajudam a calibrar as expectativas para a política monetária e vêm em um momento em que o mercado segue atento ao tom do Banco Central.

Ainda no Brasil, o Tesouro Nacional realiza, às 11h30, leilão de LFTs e NTN-Bs, o que pode mexer com a curva de juros ao longo do pregão. Ao longo do dia, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulga os dados de produção, vendas e estoques de veículos referentes a janeiro, trazendo sinais adicionais sobre o ritmo da indústria.

Nos Estados Unidos, a agenda também é intensa. Às 10h15, o mercado acompanha a média móvel semanal de criação de vagas no setor privado, medida pela ADP.

Em seguida, às 10h30, saem dois dados relevantes: as vendas no varejo de dezembro e o índice de custo de emprego do quarto trimestre, ambos monitorados de perto pelo Federal Reserve (Fed). Mais tarde, às 15h, o Tesouro americano realiza leilão de T-notes de três anos, evento que costuma influenciar os juros dos Treasuries e o humor global.

O radar internacional inclui ainda falas de dirigentes do Fed. A presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, discursa às 14h, enquanto a presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, fala às 15h. As declarações ganham importância em um contexto de ajustes nas expectativas sobre o ritmo e a extensão do ciclo de cortes de juros nos EUA.

No fim do dia, já na madrugada de quarta-feira no horário local, a China divulga o índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro, às 22h30, dado relevante para a leitura sobre a demanda e a dinâmica inflacionária da segunda maior economia do mundo.

Haddad, Galípolo e balanços no radar

Além dos indicadores, a agenda política e institucional também entra no radar. Começa nesta terça o CEO Conference Brasil, promovido pelo BTG Pactual, que se estende até quarta, 11.

No primeiro dia, o evento reúne nomes centrais para o mercado, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no painel “Cenário Econômico 2026”, além do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que fala sobre as perspectivas e prioridades do Congresso Nacional em 2026.

Também está previsto um fireside chat com Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos. O mercado acompanha ainda as declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que tem presença confirmada no evento.

No calendário corporativo, a temporada de balanços segue no foco. Nos Estados Unidos, divulgam resultados empresas como AstraZeneca, Coca-Cola e S&P Global.

No Brasil, os números de Suzano e TIM, previstos para esta terça-feira, entram no radar dos investidores, especialmente após o bom desempenho recente do mercado acionário e a expectativa positiva em torno dos resultados do quarto trimestre de 2025.

Acompanhe tudo sobre:MercadosAçõesBalançosbolsas-de-valores

Mais de Invest

Warner volta a avaliar proposta da Paramount em meio a fusão bilionária

Empresa cura arritmia cardíaca com 'choques' no coração. A ação disparou

O mercado financeiro já teve um bloco de carnaval. Conheça o 'Valores do Samba'