Invest

Ibovespa zera perdas e sobe com Vale e Petrobras; dólar vira e cai

Os ativos domésticos inverteram os sinais da abertura no início da tarde do pregão desta sexta-feira, 27

O que move os mercados: no cenário doméstico, os investidores repercutem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo IBGE, que apontou uma taxa de desemprego em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

O que move os mercados: no cenário doméstico, os investidores repercutem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo IBGE, que apontou uma taxa de desemprego em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

Publicado em 27 de março de 2026 às 12h12.

Última atualização em 27 de março de 2026 às 14h15.

O Ibovespa e o dólar inverteram os sinais da abertura no início da tarde do pregão desta sexta-feira, 27. Mais tarde, o principal índice acionário recuava, pela segunda sesão seguida, enquanto o dólar avançava sobre o real refletindo um ambiente de maior cautela e aversão ao risco nos mercados.

Por volta das 12h, porém, a referência acionária rondava a estabilidade com viés de alta, registrando ligeiro avanço de 0,27%, aos 183.230 pontos. Enquanto o dólar registrava queda de 0,67%, cotado a R$ 5,222.

Dos 82 papéis que compõem o índice, apenas seis operavam em alta no mesmo horário. Mas o desempenho positivo das petroleiras, em especial da Petrobras (PETR3 e PETR4), de peso no índice, impulsiona a reação positiva do Ibovespa. As empresas do setor acompam a valorização do petróleo no mercado internacional.

A Vale (VALE3), também de peso na composição, virou para alta, o que também auxilia a recuperação do índice. Por outro lado, outras 41 empresas mantêm-se no campo negativo, entre elas as ações do Itaú (ITUB4), que recuam 0,60%.

O que está no radar do mercado

A alta dos preços do petróleo segue influenciando o humor dos investidores nesta sessão, mantendo um viés mais cauteloso nos mercados globais e pressionando ativos de risco, como ações.

Apesar de sinais pontuais de trégua no conflito envolvendo Estados Unidos e Irã que completa um mês neste sábado, 28, o mercado ainda avalia que um eventual acordo de cessar-fogo envolve custos elevados e desafios políticos relevantes, o que reduz as chances de uma resolução rápida.

Com a proximidade do fim de semana, cresce também a tendência de redução de exposição ao risco, diante do receio de novos desdobramentos no cenário geopolítico.

No cenário doméstico, os investidores repercutem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo IBGE, que apontou uma taxa de desemprego em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, acima da projeção do mercado e superior ao resultado anterior de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro.

Na mesma direção, a taxa de subutilização avançou de 13,8% para 14,1%, enquanto a população desocupada aumentou de 5,9 milhões para 6,2 milhões. Já a população ocupada recuou de 102,7 milhões para 102,1 milhões, levando o nível de ocupação de 58,7% para 58,4%.

Para Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, o dado indica uma acomodação do mercado de trabalho após um período de desempenho mais robusto.

"Sem, por ora, caracterizar uma mudança de tendência mais estrutural, com a continuidade do avanço da renda reforçando que o mercado ainda preserva elementos de sustentação. Assim, seguimos avaliando o quadro como compatível com um processo gradual de normalização, cuja atualização do modelo com o dado divulgado nos mostra uma continuidade de mesmo patamar para a próxima leitura da PNAD, com menor impacto sazonal", afirmou.

O cenário também é descrito como complexo para a análise do Banco Central por Antonio Ricciardi, economista do Daycoval.

"Vale observar que os rendimentos seguem pressionados. Nos nossos estudos oito dos dez setores da atividade econômica permanecem com escassez de mão de obra. O que leva os rendimentos continuarem pressionados e a massa salarial permanecer em alta, o que é um problema para a condição da política monetária do Banco Central", disse.

Acompanhe tudo sobre:Ibovespabolsas-de-valoresMercadosAçõesDólar

Mais de Invest

Título lastreado em mercado de previsões chega a Wall Street

Trump quer ampliar tratamento com caneta emagrecedora no 'SUS dos EUA'

Crise no luxo: dona da Louis Vuitton tem pior início de ano da história

Como a China se tornou problema para a Nike e derrubou as ações da empresa