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Ibovespa renova máxima aos 186 mil com Copom, Vale e Petrobras

Logo na abertura, o principal índice acionário da B3 subiu quase 1% e renovou o recorde de pontuação da sessão passada

bolsa de valores - ibovespa (NurPhoto/Getty Images)

bolsa de valores - ibovespa (NurPhoto/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 11h00.

Pela terceira sessão consecutiva, o Ibovespa renova recordes nesta quinta-feira, 29, ao abrir o pregão em forte alta e alcançar os 186.449,75 pontos, nova máxima histórica intradiária.

Por volta das 10h52, o principal índice da B3 avançava 0,74%, aos 186.061 pontos, em um ambiente de apetite ao risco reforçado pela sinalização de afrouxamento monetário do Banco Central e pelo avanço das commodities no mercado internacional.

O movimento é impulsionado, sobretudo, pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta reunião consecutiva, nesta quarta, 28, mas surpreendeu parte do mercado ao adotar um tom mais dovish no comunicado, isso é, pró-corte de juros.

A retirada da menção à necessidade de uma política “significativamente contracionista por um período prolongado” abriu espaço para a expectativa de que o ciclo de cortes de juros possa começar já na próxima reunião, em março.

Para Gabriel Mollo, analista de investimentos do Daycoval Corretora, o comunicado do BC funcionou como um gatilho importante para os ativos locais. “O pregão abre em leve alta, com o dólar futuro recuando cerca de 0,15%, e os negócios são impulsionados pela divulgação do Copom, que manteve os juros, mas trouxe um guidance mais claro de que os cortes devem começar em breve”, afirma. Segundo ele, a leitura predominante do mercado é de um primeiro corte de 0,25 ponto percentual, embora ainda haja incertezas sobre o ritmo do ciclo.

Além do fator monetário, o avanço das commodities sustenta os ganhos da bolsa, com destaque para as ações de Vale e Petrobras, que figuram entre as principais altas do índice. A valorização do minério de ferro e do petróleo reforça o desempenho dos papéis das duas gigantes, que têm peso relevante na composição do Ibovespa.

No cenário externo, os mercados acionários operam majoritariamente em território positivo, refletindo a decisão amplamente esperada do Federal Reserve (Fed) de manter os juros nos Estados Unidos, além de balanços corporativos mistos das grandes empresas de tecnologia. O pano de fundo segue sendo a fraqueza do dólar global, o que favorece ativos de risco e mercados emergentes.

No Brasil, além da repercussão do Copom, os investidores acompanham a divulgação dos dados do Caged, enquanto o mercado de juros doméstico ajusta as apostas para o início do ciclo de flexibilização monetária. O movimento reforça o rali recente da bolsa brasileira, que acumula sucessivas máximas históricas ao longo de janeiro, sustentado por expectativas mais benignas para a política monetária e pelo suporte do cenário externo.

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