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Hermès surpreende e tem aumento de 11,3% na receita

As ações subiram quase 9% desde o início do ano, superando as rivais do mercado de luxo

Modelo da icônica bolsa Birkin pode custar mais de US$ 10 mil (Corbis/Getty Images)

Modelo da icônica bolsa Birkin pode custar mais de US$ 10 mil (Corbis/Getty Images)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 24 de outubro de 2024 às 11h51.

Última atualização em 24 de outubro de 2024 às 11h58.

A Hermès, fabricante da icônica bolsa Birkin, relatou nesta quinta-feira um aumento considerável nas vendas do terceiro trimestre, continuando a ofuscar os rivais atingidos pela crise na China.

A empresa de luxo francesa gerou 3,7 bilhões de euros (US$ 3,99 bilhões) em receita no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 11,3%, em linha com uma estimativa de consenso de analistas citada pela Jefferies.

O grupo disse que estava mantendo a orientação de médio prazo de crescimento da receita a uma taxa de câmbio constante, apesar das incertezas econômicas e geopolíticas.

Uma desaceleração em todo o setor afetou as marcas em todo o espectro de alta qualidade, mas os designs clássicos famosos da Hermès e o gerenciamento rigoroso da produção e do estoque ajudaram a reforçar a aura de exclusividade da marca e fizeram da empresa uma das mais consistentes do setor, de acordo com a Reuters.

Bolsas como o cobiçado modelo Birkin de mais de US$ 10 mil são acessíveis apenas para os compradores mais ricos — que geralmente são mais imunes a condições econômicas instáveis.

As ações da Hermès subiram quase 9% desde o início do ano, superando os rivais, com a LVMH — caindo quase 15%,  a Moncler — caindo 3,3%, e a Kering, que está trabalhando para reverter a situação da Gucci, caindo 40%.

Lentidão na China

O crescimento mais lento veio da região Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, onde as vendas aumentaram 1%. O desempenho foi bastante homogêneo em toda a região, disse Eric du Halgouet, vice-presidente executivo de finanças da Hermès, a jornalistas.

"Na China, não houve interrupção nas tendências, ainda estamos enfrentando o tráfego menor que começou após o Ano Novo Chinês, mas não houve um declínio adicional", completou du Halgouet.

Ele acrescentou que a Hermès estava compensando o menor tráfego com tíquetes médios mais altos, vendendo produtos de joalheria e artigos de couro.

Du Halgouet disse que o grupo continuará investindo na China depois de inaugurar uma loja no shopping Mixc de Shenzhen na quarta-feira, com planos para uma nova loja principal em Pequim no ano que vem.

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