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EMS compra Medley da Sanofi e reforça aposta no mercado de genéricos

Acordo envolve 100% da marca de genéricos; farmacêutica francesa passa a focar em biofármacos e vacinas no país

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 6 de março de 2026 às 09h58.

Última atualização em 6 de março de 2026 às 10h16.

A farmacêutica francesa Sanofi assinou um acordo para vender a totalidade da Medley ao Grupo EMS. Os termos financeiros da transação não foram divulgados.

Reconhecida pela presença ampla nas farmácias e pela oferta de medicamentos a preços mais baixos, a Medley se consolidou como uma das principais marcas de genéricos do mercado brasileiro. A expectativa da EMS é ampliar sua presença nesse segmento e expandir o acesso da população a medicamentos.

Para o Grupo EMS, a Medley representa um ativo estratégico que complementa sua atuação no mercado farmacêutico.

“A Medley construiu uma marca muito sólida e respeitada no mercado brasileiro e possui medicamentos importantes. Esta aquisição é relevante para o povo brasileiro e para a indústria nacional”, afirmou Carlos Sanchez, presidente do conselho de administração do Grupo EMS.

Segundo o executivo, a intenção é manter as operações separadas e garantir a continuidade do abastecimento de medicamentos. O plano também inclui preservar a presença da marca no mercado de genéricos.

O movimento ocorre em um momento de reposicionamento da Sanofi no país.

Com a venda da Medley, a empresa busca concentrar seus investimentos em medicamentos biofarmacêuticos inovadores e vacinas.

“Este acordo reflete a estratégia da Sanofi de focar seus investimentos e expertise em medicamentos biofarmacêuticos inovadores e vacinas, onde podemos gerar maior impacto para pacientes brasileiros com necessidades médicas não atendidas”, afirmou Fernando Sampaio, presidente da Sanofi Brasil.

Criada no Brasil e adquirida pela Sanofi nos anos 2000, a Medley construiu ao longo das últimas décadas uma base ampla de pacientes e presença relevante no mercado de genéricos.

Até a conclusão da transação, a operação da empresa continuará sendo administrada pela própria Sanofi.

A mudança depende da aprovação do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do cumprimento de outras condições regulatórias para o fechamento do negócio. Durante esse período, a companhia afirma que não haverá alterações nas operações ou no fornecimento de medicamentos a pacientes, profissionais de saúde e parceiros.

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