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Depois da febre da IA, as commodities voltaram ao radar deste gestor

Tese mira petróleo, imóveis e metais em meio ao boom da inteligência artificial (IA)

Mercado dos EUA: investidores buscam alternativas fora das big techs. (Ekin Kizilkaya/Getty Images)

Mercado dos EUA: investidores buscam alternativas fora das big techs. (Ekin Kizilkaya/Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 8 de junho de 2026 às 08h25.

Última atualização em 8 de junho de 2026 às 08h26.

Depois de anos de valorização liderada pelas gigantes de tecnologia, um grupo crescente de investidores em Wall Street começou a buscar oportunidades fora dos setores que dominam os mercados.

Entre eles está o diretor de investimentos da Smead Capital Management, Bill Smead, que vê potencial nas commodities e em segmentos ligados à economia real, como energia e construção civil.

A aposta está baseada na avaliação de que o mercado atravessa um período de forte concentração em tecnologia e que as ações estão caras, fatores que podem limitar os retornos futuros dos principais índices.

Nos últimos cinco anos, os papéis de tecnologia da informação do S&P 500 acumularam valorização de 187%, enquanto o ETF ProShares S&P 500 Ex-Technology, que exclui o setor, avançou 45%.

As empresas de tecnologia passaram, ainda, a representar cerca de 40% do índice.

A Smead Capital Management, que administra mais de US$ 4 bilhões, tem buscado aumentar, assim, sua exposição a empresas do setor de petróleo e também a construtoras, em uma tese que combina preços mais altos para energia nos próximos anos e queda dos juros nos Estados Unidos em uma desaceleração econômica.

"Estamos prevendo inflação nos preços da energia e uma queda nas taxas de juros quando a euforia em torno da inteligência artificial (IA) se intensificar", afirma o diretor.

Na visão de Smead, esses setores podem se beneficiar caso o mercado passe por uma rotação, com investidores reduzindo a concentração em tecnologia e buscando áreas mais ligadas à atividade econômica tradicional.

"O que pode ter um bom desempenho neste índice S&P 500 monstruosamente caro em uma década de dificuldades? Não precisa procurar mais longe do que a década de 1970", alerta em fala repercutida pelo Business Insider.

As commodities avançaram 324% ao longo daquela década, enquanto outras classes de ativos enfrentaram um ambiente mais desafiador, na avaliação do gestor.

Hoje as commodities vêm encontrando sustentação em diferentes frentes para Smead. Além da recuperação dos preços do petróleo, metais como cobre e prata têm sido beneficiados pelo aumento da demanda da IA.

O ETF iShares GSCI Commodity Dynamic Roll Strategy, que acompanha uma cesta diversificada de commodities, acumula valorização de 37% no ano.

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