Dólar: moeda perde campo como ativo seguro ( bushko/Freepik)
Repórter
Publicado em 8 de abril de 2026 às 05h20.
O dólar operava em queda nesta quarta-feira, 8, após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã. A moeda perdeu força como ativo de proteção em meio à redução das tensões geopolíticas.
O Dollar Index (DXY) recuou cerca de 1,25%, para 98,61 pontos, revertendo parte da valorização acumulada durante o conflito, em um movimento de saída de investidores de posições defensivas.
Entre as principais moedas, o euro avançou aproximadamente 0,78%, para US$ 1,1688, enquanto a libra esterlina subiu cerca de 0,98%, para US$ 1,3419. O iene também se fortaleceu, com o par USD/JPY em queda de cerca de 0,81%.
A valorização recente do dólar havia sido impulsionada pela busca global por ativos considerados seguros durante a escalada das tensões no Oriente Médio. Com a trégua, parte desse prêmio de risco foi desfeito.
A trégua provocou uma reação de risk-on nos mercados. A redução do risco geopolítico levou à queda dos preços do petróleo e à alta das bolsas globais.
A reabertura controlada do Estreito de Hormuz contribuiu para aliviar pressões sobre a oferta de petróleo, reduzindo o prêmio de risco embutido na commodity.
Com isso, investidores migraram de ativos defensivos para ativos de maior risco, pressionando o dólar e impulsionando moedas e mercados acionários.
Apesar da queda generalizada do dólar, o movimento não foi uniforme. Frente ao real brasileiro, a moeda americana apresentou leve alta, com o par USD/BRL em torno de 5,1684, avanço de aproximadamente 0,32%.
O comportamento indica a influência de fatores locais e específicos de mercados emergentes, que limitaram o efeito do movimento global sobre a moeda brasileira.
A reação dos mercados reflete a redução imediata da aversão ao risco, mas a duração do movimento depende da sustentação do cessar-fogo.
A trégua tem prazo limitado de duas semanas.