Dólar nesta segunda, 26: moeda americana fechou em leve desvalorização frente ao real, com queda de 0,13%, cotado a R$ 5,28 (Designed by/Freepik)
Repórter
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 17h37.
Última atualização em 26 de janeiro de 2026 às 17h44.
O dólar à vista encerrou esta segunda-feira, 26, em leve desvalorização frente ao real, com queda de 0,13%, cotado a R$ 5,28. Ao longo da primeira metade do pregão, a moeda americana manteve trajetória de baixa e chegou a tocar R$ 5,261, mas perdeu força no período da tarde e não confirmou um fechamento nos níveis mais baixos do dia.
Por volta das 14h18, o dólar à vista recuava 0,28%, negociado a R$ 5,272. Caso esse patamar tivesse sido mantido até o fim da sessão, a moeda poderia registrar o menor valor desde 6 de junho de 2024, quando fechou a R$ 5,2492. O movimento, no entanto, não se concretizou.
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a desvalorização do dólar refletiu principalmente a fraqueza externa da moeda americana. O índice DXY recuou impulsionado pela valorização do iene, em meio a sinais de uma possível intervenção do governo japonês em coordenação com os Estados Unidos para conter a volatilidade cambial.
Pouco antes do fechamento, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,64%, aos 96,98 pontos, caminhando para o menor patamar desde 16 de setembro — até então, o nível mais baixo do indicador, quando havia encerrado o pregão a 96,63 pontos. Às 17h30, ele mantinha a queda, mas num nível menor, de 0,58%, aos 97,03 pontos.
O cenário internacional também foi marcado por maior volatilidade e busca por proteção, o que se traduziu na forte alta do ouro e da prata. Além disso, a proximidade da decisão de política monetária do Federal Reserve, combinada com pressões políticas sobre o banco central americano, elevou a cautela dos investidores e pesou negativamente sobre o dólar.
"Além disso, a proximidade da decisão de juros do Federal Reserve, somada à pressão política sobre o banco central americano, elevou a cautela dos investidores e pesou negativamente sobre o dólar", afirmou Shahini.
No mercado doméstico, porém, fatores externos limitaram uma apreciação mais consistente do real. A queda nos preços do petróleo e do minério de ferro atuou como freio adicional para um movimento mais intenso de valorização da moeda brasileira, contribuindo para a perda de fôlego do real no fim do pregão.
O dólar à vista é o valor negociado no mercado de câmbio para liquidação imediata, geralmente em até dois dias úteis. Esse tipo de câmbio é bastante utilizado em operações de curto prazo feitas por empresas e instituições financeiras.
A cotação do dólar à vista reflete o valor real de mercado no momento da transação, oferecendo transparência para quem precisa fechar negócios com rapidez.
O dólar futuro corresponde a contratos de compra e venda da moeda para liquidação em uma data futura. Essa modalidade é negociada na Bolsa de Valores e ajuda empresas e investidores a se protegerem da volatilidade cambial.
Sua cotação varia conforme as expectativas do mercado em relação à economia, podendo se distanciar bastante do dólar à vista em momentos de incerteza.