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Focus, dados americanos e política monetária: o que move os mercados

Indicadores no Brasil e nos EUA entram no radar em semana de decisões sobre os juros de pelo menos 18 países

Agenda do mercado: a semana, no entanto, é marcada principalmente pelas decisões de política monetária (Getty Images/Reprodução)

Agenda do mercado: a semana, no entanto, é marcada principalmente pelas decisões de política monetária (Getty Images/Reprodução)

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 05h30.

Os mercados começam esta segunda-feira, 26, embalados pelo forte rali da bolsa brasileira na semana passada, mas com o olhar atento para uma agenda carregada de indicadores e eventos que ajudam a calibrar expectativas para o fim de janeiro, e, sobretudo, para esta semana decisiva de política monetária no Brasil e no exterior.

O Ibovespa vem de uma sequência histórica de recordes. Na sexta, 23, o índice chegou pela primeira vez aos 180 mil pontos ao longo do pregão e renovou a máxima de fechamento pelo quarto dia seguido, encerrando aos 178.858 pontos, com alta de 1,86%. Na semana, acumulou valorização de 8,53%, o melhor desempenho semanal desde abril de 2020, quando subiu 11,71%.

Neste início de semana, o radar do mercado se volta principalmente para indicadores de sentimento econômico no Brasil.

Às 8h, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o índice de Confiança do Consumidor (ICC) de janeiro, termômetro relevante para avaliar a disposição das famílias para consumir, com impacto direto sobre os setores de varejo e serviços.

Pouco depois, às 8h25, o Boletim Focus entra no foco dos investidores, trazendo as projeções atualizadas do mercado para inflação, juros, crescimento do PIB e câmbio.

Também no campo doméstico, o Banco Central divulga nesta segunda-feira as estatísticas do setor externo referentes a dezembro e ao fechamento de 2025, com dados sobre balanço de pagamentos e Investimento Direto no País (IDP). Os números ajudam a avaliar a dinâmica das contas externas e o apetite do capital estrangeiro pelo Brasil, tema sensível em um momento de forte fluxo para a bolsa.

Agenda no exterior

No exterior, o dia começa cedo com a divulgação da pesquisa de sentimento econômico IFO, na Alemanha, às 6h, indicador que costuma influenciar a leitura sobre a atividade na maior economia da Europa. Às 9h, sai a taxa de desemprego do México, referente a dezembro.

Nos Estados Unidos, a agenda é extensa e concentra uma série de indicadores que ajudam a compor o diagnóstico da atividade econômica.

Às 8h30, são divulgados dados de despesas de consumo pessoal (PCE) referentes a novembro, além de indicadores regionais.

Mais tarde, às 10h30, entram em cena números de pedidos de bens duráveis, encomendas de bens de capital, índices de atividade do Federal Reserve (Fed) de Chicago e do Fed de Dallas, além da atualização do modelo GDPNow do Fed de Atlanta para o quarto trimestre. O Tesouro americano ainda realiza leilões de títulos de curto e médio prazo ao longo do dia.

Semana de 'super quarta'

A semana, no entanto, é marcada principalmente pelas decisões de política monetária. Até 18 bancos centrais ao redor do mundo têm reuniões programadas, com destaque para a chamada “Super Quarta” desta semana.

Na quarta-feira, 28, o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve realizam suas primeiras reuniões de 2026.

A expectativa consensual é de manutenção das taxas de juros: Selic em 15% ao ano e juros americanos no intervalo entre 3,5% e 3,75%. Nos Estados Unidos, a leitura predominante é de que o Fed deve manter uma postura cautelosa, mesmo diante de pressões políticas por juros mais baixos.

No noticiário corporativo, o principal destaque desta segunda é a divulgação dos resultados financeiros da Ryanair, que podem influenciar o setor aéreo e servir como termômetro para custos, demanda e margens no segmento.

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