Painel de cotações na B3 (Germano Lüders/Exame)
Repórter de finanças
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 05h30.
A segunda semana de janeiro começa, nesta segunda-feira, 12, com as atenções voltadas para movimentos globais.
Neste domingo, 11, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que deve assinar no próximo sábado, 17, o tratado de livre-comércio com o Mercosul, segundo informou o órgão executivo da União Europeia (UE).
O acordo deve impactar os preços principalmente de carnes, etanol, vinhos, medicamentos e máquinas, ampliando o comércio entre os blocos.
De olho nos Estados Unidos (EUA), as atenções se voltam para os discursos de dirigentes Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), incluindo Raphael Bostic, Thomas Barkin e John Williams.
Aqui no Brasil, o local acompanha a divulgação do Boletim Focus. O grande destaque das projeções passadas foi o aumento das expectativas do mercado para a inflação de 2026. A projeção mediana para o IPCA deste ano passou de 4,05% para 4,06%.
Desde janeiro, a meta de inflação no Brasil passou a ser contínua, com base na variação acumulada em 12 meses do IPCA. O centro da meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, limites entre 1,5% e 4,5%.
Já em 2027 e 2028, as projeções ficaram estáveis em 3,80% e 3,50%. Segundo o último IPCA, a inflação fechou 2025 em 4,26%, abaixo da projeção de 4,31%.
No Japão e na Colômbia, os mercados estarão fechados devido aos respectivos feriados. Entretanto, no final do dia, saem os dados de crédito bancário e conta corrente no Japão.
Na Índia, sairá o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de dezembro e anual. Na Alemanha e nos EUA, terá leilões de títulos públicos.