Wall Street: ações da Coca-Cola avançaram após divulgação do balanço. (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)
Repórter de Invest
Publicado em 28 de julho de 2026 às 08h46.
A Coca-Cola elevou suas projeções para 2026 depois de registrar crescimento de vendas em todas as regiões onde atua e divulgar resultados do segundo trimestre acima das expectativas de Wall Street nesta terça-feira, 28.
A fabricante de bebidas agora espera que o lucro por ação comparável cresça entre 9% e 10% neste ano, acima da previsão anterior, que indicava avanço entre 8% e 9%. A expectativa para a receita orgânica também foi ajustada para cerca de 5%, no teto da faixa projetada anteriormente, de 4% a 5%.
A revisão das projeções ocorre após a empresa registrar aumento de 5% no volume global de vendas, indicador que exclui o efeito dos reajustes de preços e costuma ser acompanhado pelo mercado para medir a demanda. Todos os segmentos da companhia apresentaram expansão no período.
Os números reforçam um cenário diferente do observado por concorrentes. Em comunicado, o CEO da Coca-Cola, Henrique Braun, afirmou que o ambiente de consumo continua "dinâmico", de acordo com informações divulgadas pela CNBC.
A declaração foi dada poucos dias depois de a PepsiCo informar que a pressão sobre o orçamento das famílias reduziu as vendas de bebidas e lanches (snacks) nos Estados Unidos durante o trimestre.
No segundo trimestre, a Coca-Cola registrou lucro líquido de US$ 4,43 bilhões ou US$ 1,03 por ação, acima dos US$ 3,81 bilhões ou US$ 0,89 por ação obtidos em igual período do ano passado.
Desconsiderando itens extraordinários, o lucro ajustado alcançou US$ 0,97 por ação, superando a expectativa média de US$ 0,93 compilada pela LSEG.
A receita líquida somou US$ 13,38 bilhões entre abril e junho, alta de 7% na comparação anual e acima da projeção de US$ 13,16 bilhões. Já a receita orgânica avançou 6% no trimestre.
Antes da abertura das bolsas em Nova York, as ações da Coca-Cola (KO) subiam mais de 4% no pré-mercado.Os resultados foram divulgados em um momento de maior pressão sobre o consumo nos EUA. Fontes consultadas pela CNBC destacam que a volatilidade dos preços do petróleo, intensificada pela guerra no Irã, elevou os custos para os consumidores.
No fim de maio, o preço médio da gasolina no país atingiu US$ 4,56 por galão, o maior nível em quatro anos. Ainda assim, a demanda pelas bebidas da Coca-Cola permaneceu em alta ao longo do trimestre, conforme o canal estadunidense.