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Big techs pressionam Wall Street e derrubam Nasdaq

S&P 500 e Dow Jones também recuam, ampliando o tom negativo do dia

Wall Street: mercados ficaram fechados na segunda-feira, 26, devido ao feriado de Memorial Day (Robb Miller/Unsplash)

Wall Street: mercados ficaram fechados na segunda-feira, 26, devido ao feriado de Memorial Day (Robb Miller/Unsplash)

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 13h38.

As bolsas de Nova York operaram em queda na sessão desta quinta-feira, 29, pressionadas pelo desempenho das big techs e pela leitura mais cautelosa dos investidores sobre os balanços das grandes empresas de tecnologia.

Perto das 13h30, o Dow Jones caía 0,34%, o S&P 500 recuava 1,15% e o Nasdaq ampliava as perdas, com queda de 2,14%, pressionado sobretudo pelo setor.

As ações da Microsoft (MSFT) lideravam as perdas, com queda de 12,14%, enquanto a Tesla (TSLA) recuava 2,17%. Na ponta oposta, a Meta (META) avançava 7,65%, sustentando parte do humor positivo no setor, enquanto a Apple (AAPL) caía 0,12% antes da divulgação de seus resultados.

A leitura dos investidores, no entanto, vai além do simples "resultado bom ou ruim". A Tesla, apesar de ter registrado uma queda de 61% no lucro, conseguiu superar as estimativas de receita e lucro por ação diluído, além de reforçar sua narrativa de longo prazo em inteligência artificial, carros autônomos e energia.

O que mostraram os balanços das big techs

O anúncio de um investimento de US$ 2 bilhões na xAI, empresa de IA criada por Elon Musk, ajudou a sustentar a tese estratégica, mesmo com números ainda pressionados no curto prazo.

Já a Meta foi a grande vencedora do dia de ontem ao entregar exatamente o que o mercado buscava: crescimento robusto de receita, avanço na monetização de IA e um guidance positivo. A empresa superou expectativas e encerrou 2025 com receita acima de US$ 200 bilhões, mostrando que é possível acelerar investimentos em tecnologia sem comprometer a rentabilidade.

Em contraste, a Microsoft, mesmo tendo batido lucro e receita no quarto trimestre, foi penalizada pelo forte aumento dos gastos com infraestrutura de IA, reacendendo dúvidas sobre eficiência e retorno desses investimentos no médio e longo prazo.

O movimento negativo acabou contaminando também o Ibovespa, em um dia marcado por maior aversão ao risco.

Ibovespa recua

O mercado doméstico também acompanhou o movimento negativo das bolsas americanas.

O Ibovespa virou para queda perto do meio-dia nesta quinta-feira, 29, após ter renovado máximas históricas logo na abertura do pregão. Às 13h32, o principal índice da B3 recuava 1,07%, aos 182.712 pontos, pressionado principalmente pela queda das ações de grandes bancos e pelo mau humor vindo de Wall Street.

A reversão ocorreu depois de o índice ter atingido 186.449,75 pontos na máxima intradiária, ainda na primeira hora de negociações.

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