Quais são os tipos de investimento?

Conhecer as características de cada aplicação financeira é essencial para fazer boas escolhas que sejam adequadas ao seu perfil de investidor
 (iStock/Abril Branded Content)
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Da Redação

Publicado em 16/12/2020 às 20:47.

Última atualização em 14/09/2022 às 14:56.

Ainda que nossas características físicas possam ser parecidas, existe algo que diferencia todos os seres humanos: a impressão digital. A combinação de formas e linhas não se repete de uma pessoa para a outra, nem mesmo no caso de irmãos gêmeos. No mundo financeiro, a impressão digital é a carteira, que pode ser formada por diferentes tipos de investimentos.

As diversas aplicações disponíveis e o peso diferente que cada uma pode ter na carteira tornam essa composição única. Mas para saber como montar sua "impressão digital financeira" é importante entender quais são os tipos de investimentos disponíveis no mercado e qual combina mais com seu perfil.

Tipos de investimentos

Depois de aprender sobre o tripé dos investimentos (rentabilidade, risco e liquidez) e sobre o perfil de investidor, o próximo passo é conhecer os tipos de investimento. Existem várias opções da renda fixa, recomendada para perfis conservadores, à renda variável, mais adequada para perfis arrojados.

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Investimentos em renda fixa

A renda fixa é uma das principais portas de entrada para o mundo dos investimentos. Seus ativos apresentam como características o baixo risco de perdas e a elevada liquidez na maioria dos casos, como títulos do Tesouro Direto e alguns CDBs.

A contrapartida é que o rendimento pode ser limitado, especialmente em momentos de baixas taxas de juros, caso atual da economia brasileira.

Existem diferentes investimentos em renda fixa, que podem ser classificados segundo a rentabilidade (prefixada, pós-fixada e híbrida) ou segundo o emissor (instituição financeira, empresa privada ou governo).

Veja abaixo os mais conhecidos:

  • CDB
  • RDB
  • CRA
  • CRI
  • Debêntures
  • Debêntures incentivadas
  • LC (Letra de Crédito)
  • LCA
  • LCI
  • Letra Financeira
  • Letra de Câmbio
  • Títulos do Tesouro Direto

Quem deve investir em renda fixa?

A renda fixa é um investimento recomendado e muito procurado por investidores que preferem conhecer previamente a rentabilidade do ativo e correr poucos riscos. Ele se opõe à renda variável, por exemplo, que não possui uma regra de rentabilidade estabelecida e oferece retornos e riscos maiores.

Há quem tenha dúvidas se vale a pena investir em renda fixa diante de juros baixos. Para quem está iniciando no universo dos investimentos e está com medo de arriscar, essa opção ainda é bastante válida e segura.

O leque de opções da renda fixa vai além do Tesouro Direto e CDBs. E é importante frisar que quanto maior o risco, maior a rentabilidade de um produto - mesmo de uma modalidade mais segura como é considerada a renda fixa.

Então, onde investir? Para ajudar a solucionar essa questão, a EXAME apresenta um teste interativo de perfil de investidor(a), com relatórios gratuitos conforme resultados personalizados. A partir disso é possível descobrir seu nível de risco e quais as melhores opções para investir de acordo com seus objetivos financeiros.

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                        Investimentos em renda variável

                        Os ativos de renda variável são aqueles cujo retorno não segue uma fórmula pré-determinada nem fica atrelado a um indexador. Por essas razões, quem investe em renda variável não tem a garantia de quanto seu dinheiro vai render ao longo do tempo.

                        São ativos que oferecem um potencial maior de rentabilidade, mas, por outro lado, envolvem também riscos maiores de perdas. Podem dispor de alta liquidez (ações) ou baixa (fundos de ações).

                        Abaixo estão os principais investimentos da categoria:

                        Quem deve investir em renda variável?

                        Ao contrário da renda fixa, o retorno para essa forma de investimento não é previsível. Por isso, os ativos de renda variável costumam estar mais presentes na carteira de investidores com perfis moderado e agressivo, que tenham maior tolerância a oscilações tanto do mercado como do preço dos ativos em si, o que é chamado de volatilidade.

                        É importante lembrar, no entanto, que a diversificação é uma regra válida para todos os investidores. Sendo assim, mesmo para quem é conservador, é recomendável manter uma pequena porcentagem da carteira aplicada em ativos menos voláteis de renda variável, como ações de empresas grandes, as chamadas blue chips.

                        Diferença entre renda variável e renda fixa

                        A principal diferença entre essas classes de investimento está no cálculo do rendimento. Enquanto na renda fixa o retorno é total ou parcialmente conhecido já no momento da aplicação, na renda variável o valor de lucro ou prejuízo é totalmente desconhecido.

                        Na renda fixa existem indicadores para indicar o retorno potencial da aplicação. Os principais são a taxa básica de juros (Selic), a inflação e o CDI. Essa rentabilidade pode ser determinada por uma taxa prefixada, pós-fixada ou híbrida (leia mais sobre renda fixa).

                        Além disso, a volatilidade dos ativos de renda fixa costuma ser menor. Isso significa que o preço dessas aplicações flutua menos ao longo do tempo, mantendo os ganhos e perdas dentro de um intervalo mais estreito. Em outras palavras: assim como a perda potencial é pequena, o ganho potencial também é menor.

                        Na renda variável, o rendimento não é atrelado a nenhum indicador oficial - exceto no caso das aplicações indexadas ao dólar, a indicadores setoriais (como o Ibovespa, da bolsa de valores, ou o Ifix, de fundos de investimento imobiliário) ou a indicadores futuros (como a curva de juros).

                        Mesmo sendo indexados a algum fator de mercado, é impossível prever o desempenho dos ativos de renda variável, já que a volatilidade desses indicadores é grande, podendo passar longos períodos com desempenho negativo.

                            Fundos de investimento

                            Essa é uma categoria de investimentos apresentada à parte. Existem fundos de investimento que pertencem à categoria da renda fixa e outros da renda variável. E outros podem incluir, em um mesmo produto, ativos de renda fixa e de renda variável. Isso significa que podem ser indicados tanto para perfis conservadores como arrojados.

                            Os fundos de investimentos têm como principal característica reunir os recursos de um conjunto de investidores (os cotistas) e aplicar o capital em diversos ativos, conforme a categoria a que pertencem.

                            Esses recursos são administrados por um gestor especializado, e o rendimento é distribuído de maneira proporcional à quantidade de cotas de cada investidor.

                            Qual é o investimento mais seguro?

                            Alguns investimento em renda fixa são os mais seguros do mercado, porque são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). O FGC é um fundo privado formado com recursos das próprias instituições financeiras que cobre títulos privados emitidos por bancos, financeiras, sociedades de crédito, companhias hipotecárias e associações de poupança e empréstimo associados.

                            Isso significa que investimentos como CDB, RDB, Letra de Câmbio, LCI, LCA estão protegidos pelo FGC. Se o emissor for à falência, o FGC será acionado para cobrir o prejuízo dos investidores, com um limite de 250 mil reais por CPF ou CNPJ de investidor.

                            Por outro lado, CRIs, CRAs, Letras Financeiras, Debêntures e títulos do Tesouro Direto não contam com a proteção do FGC. 

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