Fundos DI: o que é e como funciona esse tipo de investimento

Os fundos DI são uma das modalidades de fundos de investimento mais populares no Brasil, sobretudo entre aqueles que buscam segurança
 (Getty/Getty Images)
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Da RedaçãoPublicado em 08/08/2022 às 10:41.

Os fundos DI são uma das modalidades de fundos de investimento mais populares no Brasil, sobretudo entre aqueles que buscam segurança. 

Como são compostos, em sua maioria, por títulos públicos federais, eles acabam sendo uma ótima opção para quem quer formar sua reserva de emergência.

Neste artigo, você vai entender como os fundos DI funcionam e quais são as suas principais vantagens. Além de descobrir todos os riscos associados a essa modalidade de investimentos.

O que é um fundo DI?

O fundo DI, também conhecido como Fundo de Renda Fixa Referenciado DI, é um tipo de fundo de investimento que aplica em títulos públicos federais.

Sendo assim, eles são classificados dentro da categoria de fundos de renda fixa, que correspondem a carteiras com pelo menos 80% do patrimônio investido em ativos atrelados à variação na taxa de juros e/ou índice de preços.

Por ser um investimento de baixo risco, os fundos DI são uma boa opção para quem está iniciando na Bolsa de Valores. Mas também são indicados para quem deseja ter uma carteira diversificada ou formar sua reserva de emergência.

Outra característica dos fundos DI é que eles possuem baixa volatilidade, ou seja, raramente os investidores enfrentam grandes oscilações nos rendimentos.

Como funcionam os fundos DI?

Os fundos DI funcionam através da aplicação de recursos principalmente em títulos públicos federais, emitidos pelo Tesouro Nacional.

Nesse sentido, esses fundos têm por objetivo acompanhar a taxa do CDI (Certificados de Depósito Interbancário), que são títulos emitidos pelas instituições financeiras com o objetivo de captar recursos a curto prazo.

Os CDIs são considerados investimentos de baixo risco, pois são lastreados em depósitos que as instituições financeiras mantêm em suas contas na Central de Depósitos Interbancários (CDI). 

De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), não existe uma categoria única que englobe todos os fundos DI. Dessa forma, eles podem estar espalhados em diferentes subdivisões das classificações dos fundos de renda fixa.

Sendo assim, além de aplicar em títulos públicos, os fundos DI podem ter uma pequena parcela do seu patrimônio em outros ativos, como crédito privado e CDB (Certificados de Depósito Bancário). Por conta disso, os fundos DI são considerados uma opção de investimento bastante conservadora. 

Rentabilidade

A rentabilidade dos fundos DI costuma acompanhar o CDI, logo o risco é muito baixo. Vale destacar, no entanto, que assim como em outros fundos, existe a cobrança de taxa de administração. Como resultado, parte da rentabilidade pode ser comprometida.

Mas, no geral, os fundos DI têm uma remuneração semelhante a outros ativos da renda fixa, como CDBs e LCIs (Letra de Crédito Imobiliário).

Liquidez

Um dos motivos que mais despertam o interesse dos investidores por fundos DI diz respeito à sua liquidez. 

Em regra, os fundos DI também apresentam boa liquidez, ou seja, é possível resgatar o dinheiro aplicado em até um dia após a solicitação (D+1). Algum fundos permitem, inclusive, o resgate no mesmo dia (D+0).

Tributação

Os fundos DI são tributados pelo IOF (imposto sobre operações financeiras) e pelo Imposto de Renda.

No primeiro caso, o imposto é cobrado somente quando o resgate é efetuado em menos de 30 dias da aplicação. Neste caso, a alíquota varia de 0% a 96% dependendo do dia de resgate.

Já no caso do Imposto de Renda, a alíquota aplicada sobre a rentabilidade é regressiva. Isso significa que quanto maior o tempo investido, menor será a mordida do Leão.

Para descobrir qual valor de imposto irá incidir sobre seu investimento, você pode consultar a seguinte tabela:

Prazo de aplicação Taxa
Até 180 dias de aplicação 22,5%
De 180 a 360 dias de aplicação 20%
De 361 a 720 dias de aplicação 17,5%
Acima de 720 dias de aplicação 15%

Vale destacar ainda que a cobrança de Imposto de Renda nos fundos DI segue o modelo de come-cotas. Neste caso, a tributação é realizada a cada seis meses — em maio e novembro.

Custos

A taxa de administração é o único custo despendido pelo investidor para aplicar em fundos DI. É essa taxa que remunera as instituições envolvidas na gestão e administração da carteira. 

Esse é um aspecto importante a ser considerado na hora de escolher o ativo, pois as taxas impactam diretamente no retorno do investimento. Quanto maior ela for, menor será o retorno líquido do investimento.

Quais as vantagens de investir em fundos DI?

Os fundos DI são considerados uma das melhores opções de investimento para quem busca segurança.

Isso porque eles apresentam baixo risco, uma vez que são lastreados em títulos do Governo Federal, considerado um dos melhores pagadores de juros no mundo.

Outra vantagem é a liquidez. Os fundos DI podem ser resgatados a qualquer momento. Isso é possível porque os títulos públicos federais são negociados a todo o instante no mercado secundário. Como resultado, o investidor consegue resgatar seu dinheiro a qualquer momento (desde que haja disponibilidade de oferta). 

Além disso, a rentabilidade dos fundos DI costuma ser superior à da poupança e bem próxima às taxas Selic (taxa básica da economia).

Quais são os principais riscos de investir em fundos DI?

A maior desvantagem é que esse investimento não conta com o suporte do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Essa garantia ocorre apenas em outras modalidades caso o banco ou a instituição que administra o título venha a quebrar.

Além disso, o investidor precisa levar em conta a taxa de administração e o sistema de “come-cotas”. 

Isso porque, se a taxa for alta, vai acabar reduzindo os ganhos do investimento. O mesmo acontece com o “come-cotas” que pode comprometer os rendimentos do investidor, sobretudo se o capital aportado for baixo.

O que é melhor: Fundos DI ou poupança?

Essa é uma pergunta fácil de responder. Se você está buscando um investimento que ofereça segurança e liquidez para formar sua reserva de emergência, os fundos DI são uma ótima escolha. 

Enquanto na poupança a rentabilidade é mensal, os fundos DI apresentam rentabilidade diária. Isso significa que nos fundos DI a rentabilidade é creditada todos os dias, diferente da poupança, que paga só no aniversário.  

Então, se você investir em fundos DI e decidir sacar o dinheiro no dia seguinte, receberá a remuneração proporcional ao período em que manteve o dinheiro investido.

Já na poupança, uma aplicação feita hoje, só receberá os rendimentos após 30 dias.

Além dessa questão operacional, vale destacar que a rentabilidade dos Fundos DI, em regra, são bem superiores à da poupança.

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