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Trump sugere novos nomes para a inteligência artificial

Presidente dos EUA afirma que termo atual é "impreciso" e "pouco elegante" em meio ao debate sobre regulação do setor

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 20 de setembro de 2026 às 15h00.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender neste domingo, 20, uma mudança no nome da inteligência artificial (IA), enquanto aumenta no país o debate sobre a necessidade de regulamentação do setor, segundo a EFE.

Em sua rede social Truth Social, Trump afirmou que retiraria a opção "inteligência suprema" de uma votação criada por ele e deixaria os seguidores escolherem entre dois nomes finalistas: "inteligência superior" ou "inteligência extrema".

No dia anterior, o presidente havia lançado uma enquete com três opções para substituir o termo inteligência artificial. Trump justificou a iniciativa afirmando que "muitas pessoas consideram que o termo Inteligência Artificial é impreciso e pouco elegante".

A inteligência artificial se tornou um dos principais temas de debate nos Estados Unidos nas últimas semanas, após alertas de executivos de empresas do setor sobre possíveis riscos da tecnologia, comparados por alguns deles a pandemias ou a uma guerra nuclear.

Na semana passada, mais de cem parlamentares democratas da Câmara dos Representantes pediram ao presidente da Casa, o republicano Mike Johnson, o cancelamento do recesso para permitir uma sessão de votação sobre uma legislação especial e bipartidária para a IA.

O recesso, no entanto, foi mantido, e a Câmara só deve retomar as atividades em 9 de novembro, após as eleições de meio de mandato.

Em meio ao debate, o ex-presidente Barack Obama, que costuma evitar intervenções em temas políticos, defendeu na sexta-feira (18), durante um evento na Universidade Colgate, em Nova York, que o governo participe da regulamentação da inteligência artificial.

"Ouvi um dos principais assessores de Donald Trump argumentar que 'o mercado cuidará da IA'", afirmou Obama. Segundo ele, "não é assim que tratamos as companhias aéreas, as farmacêuticas ou as empresas de alimentos".

Diante dos alertas sobre possíveis riscos da tecnologia, Obama defendeu a criação de regras para o setor e afirmou que há "pelo menos alguns anos" para agir, enquanto a evolução da inteligência artificial ocorre rapidamente e o governo atual, segundo ele, "não é capaz ou não está disposto" — ou ambos — a elaborar um marco regulatório.

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