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Google se compromete a repor a mesma quantidade que gasta de água até 2030

A empresa também prometeu transparência, com relatórios anuais de consumo de água, e investimento de US$ 500 milhões em infraestrutura de recursos hídricos

Ramana Rech
Ramana Rech

Redatora

Publicado em 8 de junho de 2026 às 17h53.

O Google disse que, até 2030, irá repor mais do que consome em meio a críticas e preocupações com o uso de água pelos data centers que alimentam a inteligência artificial.

Em um comunicado publicado na semana passada, o Google trouxe cinco compromissos com comunidades locais, “como uma promessa de gerenciar de forma responsável recursos vitais de água onde nós construímos e operamos data centers”.

No primeiro deles, o Google diz que tem investido em iniciativas de reposição, com 165 projetos de gestão responsável de água em 97 bacias hidrográficas. Uma vez que esses projetos estejam totalmente implementados, eles devem repor 19 bilhões de galões de água por ano em 2030, o suficiente para abastecer uma cidade como Los Angeles por 40 dias.

A companhia também prometeu investir US$ 500 milhões em infraestrutura moderna de abastecimento de água. Isso engloba projetos como fortalecimento do abastecimento local e detecção de vazamentos em tubulações.

Outro compromisso assumido pelo Google é o de adicionar soluções de resfriamento a ar. De acordo com a empresa, esse sistema serve para os locais onde os recursos hídricos não têm resiliência. A avaliação da capacidade das bacias hidrográficas é feita com uma “estrutura baseada em dados”, antes de construir novos data centers.

A companhia diz que se compromete com um uso de água transparente, com relatório de uso anual dos recursos hídricos. Além disso, está buscando fontes alternativas de água para os data centers, como a residual.

Consumo de água e data centers

A expansão dos data centers no interior dos Estados Unidos tem gerado conflitos com moradores. Dados da plataforma Data Center Map indicam que existem mais de 4200 dessas estruturas no país, e 1500 delas estão em construção. Enquanto isso, organizações em pelo menos 42 estados estão se mobilizando contra projetos em suas regiões, conforme levantamento da Data Center Watch.

Em um condado no estado de Utah, por exemplo, foi aprovado o projeto Stratos, que prevê um campus de 40 mil acres, capacidade de 9 gigawatts de dados e uma usina a gás para abastecer a operação. A construção ficará próxima ao Grande Lago Salgado, um santuário de aves migratórias que vem encolhendo.

As preocupações trazidas pelo empreendimento levaram centenas de moradores a participarem da reunião de aprovação, muitos em protesto.

O Google já entrou em tais polêmicas ao divulgar um estudo dizendo que sua IA, Gemini, utiliza uma quantidade mínima de água e energia para prompts curtos. Mas especialistas consideraram o documento enganoso e disseram que a empresa omitiu dados importantes.

A empresa disse que um prompt médio do Gemini consome cerca de cinco gotas d’água. O valor está bem abaixo do que foi encontrado para o ChatGPT, da OpenAI, em estudos recentes, que estimam até 500 ml para cada 20 a 50 prompts.

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