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Após pressão da China, IA Manus rompe com Meta e capta US$ 500 milhões

Proibida pelas autoridades chinesas de se integrar à gigante de Mark Zuckerberg, a desenvolvedora de agentes de inteligência artificial recomprou suas operações e levantou nova rodada com investidores asiáticos

 (Getty Images)

(Getty Images)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 8 de outubro de 2026 às 11h01.

Última atualização em 8 de outubro de 2026 às 15h20.

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A controladora da Manus anunciou uma captação superior a US$ 500 milhões após desfazer a aquisição pela Meta, por determinação de Pequim. A rodada foi liderada por Boyu Capital e IDG Capital, com participação de investidores anteriores. A empresa retomou operações independentes e não divulgou sua avaliação na nova transação.

A Manus captou mais de US$ 500 milhões após retomar sua operação independente e desfazer a aquisição pela Meta, determinada por Pequim. A rodada foi anunciada nesta quinta-feira, 8, pela Butterfly Effect, controladora da empresa de inteligência artificial (IA), segundo a Reuters.

Boyu Capital e IDG Capital lideraram o investimento. Tencent, HSG — anteriormente Sequoia China — e ZhenFund, que já eram investidores, também participaram.

É a primeira captação desde a reversão da compra pela Meta. A aquisição, anunciada em dezembro de 2025, envolvia mais de US$ 2 bilhões.

Como a aquisição foi desfeita

A Manus foi desenvolvida na China e transferiu sua base para Singapura antes da venda à companhia de Mark Zuckerberg. A mudança não impediu a intervenção das autoridades chinesas.

Em abril, Pequim proibiu a aquisição e exigiu que as empresas desfizessem o acordo. A decisão ocorreu em meio ao aumento do controle sobre investimentos estrangeiros em tecnologia chinesa.

A separação envolveu operações que já haviam começado a ser integradas. Em junho, a Meta bloqueou o acesso da Manus e de seus funcionários a dados internos, segundo reportagem da Bloomberg publicada à época.

O desmonte do acordo também incluiu orientações para que funcionários da Meta deixassem de iniciar projetos com ferramentas da startup.

Segundo a AFP, fundadores e investidores recompraram a empresa. Em setembro, a Manus informou que havia retomado suas operações independentes.

O que a Manus faz?

A empresa desenvolve agentes de IA para executar tarefas, como pesquisa e automação, com menor necessidade de intervenção a cada etapa.

A proposta é receber um objetivo e usar ferramentas para realizar o trabalho, em vez de apenas entregar uma resposta em texto.

Em setembro, a companhia atualizou seu produto principal e lançou o Cue, aplicativo separado que permite criar agentes pessoais para atividades como fazer ligações e reservar restaurantes, segundo a AFP.

A avaliação da empresa ainda não foi divulgada

A Butterfly Effect não informou quanto a Manus passou a valer após a rodada. Reportagens anteriores apontavam uma negociação que poderia avaliar a companhia em aproximadamente US$ 4 bilhões, mas esse valor não foi confirmado no anúncio.

Também não foi detalhada a destinação dos novos recursos. O montante divulgado é o capital captado nesta rodada, distinto do valor pago pela Meta na aquisição posteriormente revertida.


Perguntas frequentes

Quanto a Manus captou?

Mais de US$ 500 milhões, segundo o anúncio da controladora Butterfly Effect reproduzido pela Reuters.

Quem investiu na rodada?

Boyu Capital e IDG Capital lideraram o investimento, com participação de Tencent, HSG e ZhenFund.

A Manus ainda pertence à Meta?

Não. A empresa retomou operações independentes após a aquisição ser desfeita por determinação das autoridades chinesas.

Qual é a avaliação atual da Manus?

Não foi divulgada. O valor de aproximadamente US$ 4 bilhões apareceu em reportagens anteriores, sem confirmação no anúncio da rodada.

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