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A essa função "escondida" permite transformar perguntas complexas em investigações com múltiplas fontes e resultados organizados (Imagem gerada por IA/Exame)
Redatora
Publicado em 2 de outubro de 2026 às 05h08.
O ChatGPT ficou conhecido por responder perguntas. Só que algumas das tarefas mais interessantes começam justamente quando você para de fazer perguntas simples e passa uma missão inteira para a ferramenta.
O chatbot consegue pesquisar diferentes fontes, acompanhar várias etapas de uma investigação, analisar arquivos e organizar as descobertas em um relatório.
É um tipo de uso que exige mais do usuário, mas também pode economizar horas de pesquisa manual.
A função responsável por isso tem um nome que talvez você já tenha visto, mas provavelmente não usa com tanta frequência.
A Pesquisa aprofundada, ou Deep Research, foi criada para lidar com perguntas que exigem mais de uma busca rápida.
O usuário descreve o objetivo e pode indicar o tipo de informação que precisa, enquanto o ChatGPT monta um plano para realizar a investigação.
Antes de começar, é possível revisar esse plano e ajustar o que será pesquisado. Depois, a ferramenta consulta diferentes fontes na internet, cruza informações e reúne os principais achados.
Outra possibilidade é trabalhar com arquivos enviados pelo usuário e, quando disponíveis, fontes conectadas ao ChatGPT.
O resultado é um relatório estruturado, acompanhado de citações que permitem conferir de onde vieram as informações.
A diferença fica mais clara quando a tarefa envolve várias etapas.
Perguntar “qual é o tamanho do mercado de educação no Brasil?” exige uma resposta.
Pedir para comparar o mercado nos últimos cinco anos, identificar os principais movimentos, consultar dados oficiais e apresentar as fontes já transforma o trabalho em uma investigação. E a Pesquisa aprofundada foi pensada para esse tipo de tarefa.
Entre os usos possíveis estão pesquisas de mercado, levantamentos para reportagens, análises de documentos, pesquisas acadêmicas e preparação de relatórios.
Delegar uma pesquisa não significa escrever apenas “pesquise sobre determinado assunto”. Quanto mais específico for o objetivo, mais fácil fica para a ferramenta entender o que deve procurar.
Vale informar o período analisado, a região, os indicadores desejados, as fontes que devem ter prioridade e até o formato do resultado. Um relatório executivo pede uma organização diferente de uma tabela comparativa, por exemplo.
Durante o processo, o usuário pode acompanhar o andamento da pesquisa, interrompê-la ou ajustar o trabalho caso o caminho seguido não esteja adequado.