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Pesquisa do Federal Reserve Bank of St. Louis mostra avanço do uso de IA generativa entre trabalhadores americanos (Magnific/Reprodução)
Redação Exame
Publicado em 12 de setembro de 2026 às 05h05.
Última atualização em 12 de setembro de 2026 às 20h42.
Quase metade dos trabalhadores americanos já utiliza inteligência artificial generativa em alguma atividade profissional. A proporção chegou a 45% em maio de 2026, segundo levantamento do Federal Reserve Bank of St. Louis.
Em agosto de 2024, eram 33%. O estudo analisou quase 14 mil trabalhadores entre agosto de 2025 e maio de 2026 para identificar não apenas quem usa IA, mas em quais tarefas ela aparece.
Os resultados mostram que a adoção está espalhada pelo mercado de trabalho, embora ainda seja pouco frequente dentro de muitas ocupações.
Mais de 80% das profissões analisadas têm pelo menos um quinto dos trabalhadores utilizando IA. Ao mesmo tempo, apenas 40% das ocupações registram uma taxa de adoção superior a 50%.
O uso é mais frequente em atividades que envolvem informação, análise e produção de conteúdo.
Entre as tarefas com maior adoção estão a leitura de documentos para reunir informações técnicas, a preparação de relatórios de pesquisa e a análise de dados para identificar tendências.
Algumas profissões apresentam índices especialmente altos. Entre elas estão cientistas de pesquisa em computação e informação, analistas de segurança da informação e administradores de redes e sistemas.
Programadores, profissionais de relações públicas, consultores financeiros pessoais e executivos também aparecem próximos ou acima de 80% de adoção.
A tecnologia, porém, não está restrita aos cargos mais ligados ao computador. O estudo encontrou taxas acima do esperado em ocupações como professores de educação especial e profissionais de manutenção de computadores.
Até trabalhadores de lavanderias e serviços de limpeza aparecem com uso relevante, principalmente em tarefas de planejamento, comunicação e busca de informações.
Os dados sugerem que aprender a utilizar IA pode ser tão importante quanto a própria exposição da profissão à tecnologia.
O estudo encontrou uma relação entre experiência e adoção: trabalhadores que já utilizavam IA generativa havia pelo menos seis meses tendiam a empregá-la em uma quantidade maior de tarefas.
Isso indica que a adaptação pode começar por atividades específicas da rotina. Por exemplo, um profissional pode identificar tarefas que envolvem pesquisa, organização de informações, elaboração de documentos ou análise e testar onde a IA realmente ajuda.
A pesquisa aponta que saber onde a IA pode ser aplicada não depende apenas da profissão.
Trabalhadores que experimentam a tecnologia acumulam conhecimento sobre suas possibilidades e tendem a ampliar seu uso para outras atividades.
Para o profissional, o próximo passo pode ser simples: escolher uma tarefa recorrente, testar a IA como apoio, verificar o resultado e entender quais etapas ainda exigem julgamento humano.
O objetivo é construir familiaridade antes que a tecnologia se torne parte ainda mais presente da rotina.