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Conheça os modelos de fronteira desenvolvidos pelas principais empresas de inteligência artificial (Magnific/Reprodução)
Redatora
Publicado em 7 de setembro de 2026 às 06h00.
Última atualização em 7 de setembro de 2026 às 19h28.
Uma tarefa que antes exigia dezenas de comandos pode, hoje, ser entregue a um modelo de inteligência artificial com uma única instrução.
As versões mais avançadas já conseguem interpretar textos, imagens, áudio e vídeo, escrever e revisar código, analisar documentos extensos e utilizar ferramentas externas.
A corrida entre as empresas que desenvolvem essas tecnologias passou, portanto, a envolver uma combinação de raciocínio, contexto, multimodalidade e capacidade de executar tarefas.
Entre os modelos que estão na fronteira dessa disputa estão o GPT-5.5, da OpenAI, o Gemini 3.1 Pro, do Google, e o Claude Opus 4.7, da Anthropic.
O modelo que foi desenvolvido pela OpenAI para tarefas profissionais que exigem várias etapas de raciocínio e é capaz de pesquisar na internet, analisar dados, criar documentos e planilhas, programar, operar softwares e utilizar diferentes ferramentas para concluir uma tarefa.
Um dos destaques técnicos é a janela de contexto de até 1,05 milhão de tokens na API. Na prática, contexto é a quantidade de informação que o modelo consegue considerar durante uma interação.
Uma janela maior permite trabalhar com conjuntos extensos de documentos ou informações sem precisar dividi-los em várias conversas. A OpenAI também posiciona o modelo para programação com agentes, trabalho de conhecimento e pesquisa científica.
A aposta do Google serve para tarefas que combinam diferentes formatos de informação. O modelo consegue receber texto, imagens, áudio, vídeo e arquivos PDF, além de trabalhar com até 1 milhão de tokens de contexto.
A capacidade multimodal permite, por exemplo, analisar simultaneamente informações escritas e visuais. O Gemini 3.1 também foi desenvolvido para programação avançada, planejamento e tarefas executadas em várias etapas.
Nos testes divulgados pelo Google, a IA apresentou resultados competitivos em raciocínio, programação, compreensão multimodal e uso de ferramentas.
A Anthropic posiciona o Claude Opus 4.7 como seu modelo mais avançado para trabalhos complexos, com destaque para programação, visão e tarefas que exigem várias etapas.
O modelo possui janela de contexto de 1 milhão de tokens e foi projetado para manter consistência durante trabalhos prolongados. A empresa também destaca sua capacidade de seguir instruções detalhadas e verificar os próprios resultados antes de apresentar uma resposta.
Na programação, o Opus 4.7 é utilizado em tarefas de engenharia de software que anteriormente exigiam acompanhamento humano mais próximo. A ferramenta também pode trabalhar na criação de interfaces, apresentações e documentos.
Não existe uma resposta única, cada modelo apresenta um desempenhos diferentes conforme a tarefa, o tipo de entrada e as ferramentas disponíveis.
O GPT-5.5 tem forte atuação em trabalho profissional, uso de ferramentas e execução de tarefas complexas. O Gemini 3.1 Pro combina raciocínio, multimodalidade e contexto extenso, enquanto o Claude Opus 4.7 se destaca em programação e trabalhos longos que exigem consistência.
Os números de benchmarks ajudam a comparar capacidades específicas, mas não determinam qual modelo será melhor para todos os usuários.
Para quem utiliza IA no trabalho, a escolha tende a depender da tarefa: analisar uma grande quantidade de documentos, desenvolver software, interpretar diferentes formatos de conteúdo ou automatizar uma sequência de ações são problemas distintos e os modelos estão sendo desenvolvidos justamente para lidar cada vez melhor com essas diferenças.