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Sam Altman e Donald Trump (Andrew Harnik / Equipe/Getty Images)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 21 de julho de 2026 às 16h10.
Última atualização em 21 de julho de 2026 às 16h14.
O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, pretende apresentar ao governo de Donald Trump e a parlamentares americanos, na próxima semana, a nova geração de modelos de inteligência artificial desenvolvida pela empresa.
A visita ocorre enquanto autoridades dos Estados Unidos elaboram um sistema para avaliar a segurança de modelos de ponta. Segundo Chris Lehane, diretor de assuntos públicos globais da companhia, a expectativa é que uma proposta seja concluída nas próximas semanas.
Parte das reuniões de Altman será dedicada à nova família de modelos e aos possíveis efeitos da tecnologia sobre o mercado de trabalho. “Acreditamos que haverá capacidades muito interessantes, particularmente em relação ao trabalho e à ampliação da capacidade de execução de tarefas”, afirmou Lehane durante uma apresentação em Washington.
As conversas expõem uma tensão na política americana para a inteligência artificial: o país tenta criar mecanismos de segurança sem desacelerar empresas que disputam a liderança tecnológica com a China.A discussão ganhou força após a Moonshot, startup, empresa jovem de tecnologia com alto potencial de crescimento, lançar o Kimi K3. De acordo com o relato apresentado, o sistema rivaliza com modelos avançados de desenvolvedoras americanas, como OpenAI e Anthropic.
O lançamento também levantou dúvidas sobre o retorno dos investimentos de centenas de bilhões de dólares em centros de dados, chips e infraestrutura computacional. A reação atingiu empresas de tecnologia em Wall Street, onde investidores passaram a reavaliar a vantagem competitiva dos Estados Unidos no setor.
Lehane defendeu que o governo americano adote uma estratégia nacional mais abrangente para competir com a China. Segundo ele, um padrão comum também seria necessário para proteger sistemas de cibersegurança e permitir que especialistas dos Estados Unidos e de países aliados tenham acesso aos modelos mais avançados.
O governo Trump avalia a criação de uma entidade independente para examinar modelos de IA com a participação das próprias empresas do setor. Uma das propostas discutidas, com participação do secretário do Tesouro, Scott Bessent, busca estabelecer regras mais previsíveis para as análises.
O modelo seria semelhante ao defendido por Demis Hassabis, presidente-executivo do Google DeepMind. O executivo também deverá se reunir com autoridades em Washington para apresentar sua proposta de supervisão.
As discussões surgem após críticas do Vale do Silício à condução considerada ad hoc, expressão usada para medidas formuladas caso a caso, das restrições americanas. Segundo o texto, a Anthropic foi submetida a controles de exportação que levaram à suspensão temporária dos sistemas Fable 5 e Mythos 5.
A OpenAI não teria sido alvo das mesmas medidas públicas, mas realizou mudanças solicitadas pelo governo antes de lançar seus modelos GPT-5.6. O episódio ilustra como decisões regulatórias já podem interferir no desenvolvimento e na distribuição comercial de sistemas avançados.
Na ausência de uma legislação federal, Lehane afirmou que a empresa pretende apoiar a aproximação das regras estaduais. A OpenAI se alinhou a uma proposta de Massachusetts que exige das maiores desenvolvedoras medidas adicionais para identificar riscos catastróficos. A iniciativa também tem o apoio da Anthropic.
O executivo chamou essa estratégia de reverse federalism, ou federalismo reverso, abordagem pela qual diferentes Estados adotam normas semelhantes até formar, na prática, um padrão nacional.