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IA já responde por 47% das vendas no WhatsApp em rede de hotéis brasileira (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 21 de julho de 2026 às 15h27.
A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta de apoio para assumir tarefas que fazem parte da rotina das empresas. Um exemplo vem da Rede Master Hotéis, de Porto Alegre, onde uma agente digital chamada Bibiana já participa de 47% das vendas realizadas pelo WhatsApp e também está relacionada a 25% das reservas concluídas pelo site da rede.
O caso mostra como os chamados agentes de IA começam a desempenhar funções que antes dependiam exclusivamente de atendentes humanos. Em vez de responder apenas perguntas simples, a tecnologia conduz praticamente toda a jornada da reserva, desde a identificação do perfil da viagem até o encaminhamento para o pagamento.
Desenvolvida em parceria com a Letsbook, a Bibiana entrou em operação em junho de 2026 após meses de desenvolvimento. Segundo a empresa, a solução foi criada para tornar o processo de reservas mais rápido e eficiente, sem eliminar a participação das equipes humanas.
Durante a conversa pelo WhatsApp, a agente identifica informações como destino, perfil da hospedagem e necessidades do cliente. Com base nessas respostas, apresenta opções disponíveis, conduz o usuário até o site para finalizar a reserva e orienta os próximos passos.
Quando a tecnologia não consegue compreender uma solicitação ou identifica uma situação que exige atendimento personalizado, um profissional assume a conversa e dá continuidade ao atendimento.
A evolução dos modelos de inteligência artificial generativa fez crescer o uso de agentes digitais em áreas como atendimento, vendas e suporte ao cliente.
Diferentemente dos primeiros chatbots, que seguiam roteiros rígidos, esses sistemas conseguem interpretar perguntas em linguagem natural, manter o contexto da conversa e executar etapas de um processo. Ainda assim, especialistas destacam que a supervisão humana continua sendo importante, principalmente em situações complexas ou que envolvem decisões mais sensíveis.
No setor de hospedagem, parte significativa das dúvidas dos clientes é repetitiva, como consulta de preços, disponibilidade de quartos, formas de pagamento e regras da reserva. Ao automatizar essas interações, as equipes podem concentrar esforços em atendimentos que exigem maior personalização.
Segundo a Rede Master Hotéis, a adoção da tecnologia faz parte de um processo mais amplo de modernização da operação. A diretora-geral da empresa afirma que o objetivo é utilizar a inteligência artificial para fortalecer o atendimento, direcionando os profissionais para momentos em que o contato humano faz diferença.
O movimento acompanha uma tendência observada em diferentes segmentos da economia. Estudos recentes de consultorias como McKinsey e PwC indicam que empresas vêm utilizando inteligência artificial principalmente para automatizar tarefas operacionais, aumentar a produtividade e melhorar a experiência dos clientes.
Para os consumidores, agentes de inteligência artificial podem reduzir o tempo de espera e oferecer atendimento disponível durante todo o dia. Já para as empresas, a tecnologia representa uma forma de automatizar processos sem necessariamente eliminar o trabalho humano.
Casos como o da Rede Master Hotéis mostram que a adoção da IA está avançando para além das grandes empresas de tecnologia e começa a transformar setores tradicionais, como a hotelaria. O tema tem ganhado espaço em publicações especializadas, incluindo a cobertura da EXAME, que acompanha o impacto da inteligência artificial sobre negócios, carreira e inovação.