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O que faz o Muse, novo agente de IA lançado pela Meta

Assistente executa tarefas sozinho, roda em um computador virtual dedicado e chega primeiro aos Estados Unidos, com acesso via app, WhatsApp e futuros óculos com IA

Muse: o novo agente de IA pessoal lançado pela Meta que executa tarefas e projetos pelo usuário. (Meta/Divulgação)

Muse: o novo agente de IA pessoal lançado pela Meta que executa tarefas e projetos pelo usuário. (Meta/Divulgação)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 8 de setembro de 2026 às 18h22.

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A Meta anunciou nesta terça-feira, 8, o Muse, descrito pela empresa como o primeiro agente de inteligência artificial (IA) pessoal do mundo.

Diferente de um assistente comum, que só responde perguntas, a proposta do Muse é executar o trabalho, segundo a empresa, desempenhando ações como assumir tarefas e projetos, manter compromissos sob controle e transformar metas de longo prazo em planos de ação concretos.

O lançamento, anunciado por Mark Zuckerberg, está disponível inicialmente apenas nos Estados Unidos, para maiores de 18 anos.

O Muse é construído sobre o Muse Spark, modelo próprio da Meta desenvolvido sob a liderança de Alexandr Wang, chief AI officer da empresa. Segundo Wang, o produto é um passo inicial, mas importante, rumo ao que a Meta chama de "superinteligência pessoal" — a visão, descrita por Zuckerberg em um manifesto recente de 6.500 palavras, de um assistente de IA verdadeiramente personalizado para cada usuário.

Na prática, o assistente consegue lidar com tarefas simples, como enviar um e-mail ou reservar uma viagem, até objetivos maiores e de longo prazo, como criar um plano de exercícios para o ano inteiro ou ajudar a estruturar um novo negócio.

Segundo a Meta, depois que uma pessoa compartilha uma meta com o Muse, o agente ajuda a desenvolver um plano personalizado, coordena tempo e recursos, e avança o trabalho sozinho — podendo abrir um navegador, preencher formulários e até negociar em nome do usuário.

Um computador próprio, feito para agentes

Segundo a Meta, agentes pessoais como o Muse exigem um novo tipo de infraestrutura de segurança — por isso a empresa desenvolveu o Muse Secure VM, um computador virtual seguro e dedicado, com navegador próprio e visível ao usuário, construído do zero com proteções de privacidade e segurança incorporadas à própria engenharia do produto.

A empresa afirma que "esse nível de proteção não existe em nenhum outro agente disponível no mercado atualmente" — e a própria máquina virtual é pensada para ser privada, exclusiva de cada usuário.

Personalização completa: nome, voz e avatar

Cada Muse é único para o usuário que o configura. É possível dar um nome ao assistente, definir como ele se comunica e desenhar sua aparência, incluindo o próprio avatar visual.

Conexão com apps do dia a dia, sempre por escolha do usuário

O Muse se conecta a aplicativos e serviços de uso cotidiano — e-mail, calendário, pagamentos, fitness e saúde, música e eventos ao vivo, restaurantes, compras e casa inteligente —, sempre um de cada vez e por decisão explícita do usuário.

Conectores integrados já ficam disponíveis nas configurações do app, com mais opções previstas para o futuro. Entre os recursos já anunciados estão finalização de compras usando o Link, sistema de pagamento da Stripe, e integrações futuras com o Shop Pay, da Shopify, e com o gerenciador de senhas 1Password.

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Se um serviço não tiver conector pronto, mas oferecer uma API pública, o Muse pode configurar a conexão usando credenciais fornecidas pelo próprio usuário; e, se não houver API alguma, o agente consegue usar o serviço diretamente por meio de um navegador, do mesmo jeito que uma pessoa faria manualmente.

Continua trabalhando mesmo com o app fechado

Uma das características centrais do Muse é a capacidade de seguir executando tarefas mesmo depois que o usuário fecha o aplicativo.

Basta dar ao agente uma meta ou um conjunto de preferências para que ele continue avançando sozinho, aprendendo com as conversas anteriores e ficando mais preciso ao longo do tempo.

Disponível em vários formatos, incluindo WhatsApp

O Muse estará disponível em iOS, Android e no site muse.ai, com chegada futura também aos óculos com IA da própria Meta.

Já é possível conversar com o assistente diretamente pelo WhatsApp, em uma interface de chat parecida com uma conversa de texto comum — mas pensada para ser mais proativa e persistente do que um chatbot tradicional.

Gratuito, com planos pagos para uso mais intenso

O uso básico do Muse é gratuito, com capacidade computacional suficiente para as necessidades da maioria dos usuários — segundo Wang, "a grande maioria dos usuários deve conseguir fazer o que precisa dentro do plano gratuito".

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Para quem precisar de mais poder de processamento, a Meta oferece dois planos de assinatura pagos, a US$ 20 e US$ 100 por mês. Segundo a empresa, não há publicidade dentro do Muse, mas Wang afirmou que a Meta já explora oportunidades de comércio que possam gerar receita adicional no futuro. Por enquanto, o lançamento está restrito aos Estados Unidos.

Um teste de confiança logo após um acordo bilionário

O lançamento chega menos de duas semanas depois da Meta concordar em pagar um acordo multiestadual de US$ 18 bilhões, referente a um processo sobre danos causados por suas redes sociais a usuários.

Para acessar o Muse, os consumidores precisarão confiar à Meta uma quantidade de informação pessoal maior do que qualquer produto anterior da empresa já exigiu — dados de e-mail, calendário, pagamentos e serviços de saúde, entre outros —, o que torna o lançamento, segundo analistas, o maior teste de confiança do público com a Meta desde que o escândalo de dados pessoais da Cambridge Analytica veio à tona.

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