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O que está por trás do salto bilionário dos chips chineses?

Com restrições dos EUA e demanda por IA, fabricantes chineses ampliam receitas e aceleram autonomia tecnológica

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 15 de abril de 2026 às 16h59.

A indústria chinesa de semicondutores entrou em uma nova fase de expansão impulsionada pela inteligência artificial e por mudanças no cenário geopolítico global. 

O avanço revela não apenas um momento de crescimento, mas uma reorganização estratégica que reposiciona a China na cadeia global de tecnologia.  Esse movimento ocorre em paralelo à aceleração de investimentos em data centers, veículos elétricos e sistemas baseados em IA, ampliando a pressão sobre a produção de chips em diferentes níveis de complexidade. 

Ao mesmo tempo, as limitações de acesso a tecnologias estrangeiras vêm forçando empresas e governo a priorizar a autossuficiência, criando um ambiente de forte estímulo à inovação local e à consolidação de novos concorrentes. As informações foram retiradas de CNBC Make It.

Crescimento impulsionado por IA e pressão geopolítica

O avanço ocorre em um contexto de pressão geopolítica e transformação tecnológica. As limitações de acesso a componentes e tecnologias estrangeiras estimularam uma reorganização interna do setor, levando gigantes chinesas a investir em infraestrutura própria para sustentar o crescimento da inteligência artificial, especialmente em data centers e aplicações industriais.

A Semiconductor Manufacturing International Co. (SMIC), maior fabricante de chips da China, registrou receita de US$ 9,3 bilhões em 2025, crescimento de 16% em relação ao ano anterior. 

A expectativa do mercado é de que a empresa ultrapasse US$ 11 bilhões em 2026. Já a Hua Hong reportou receita trimestral recorde de US$ 659,9 milhões, mantendo projeções estáveis para o início do ano seguinte.

Autossuficiência, memória e reorganização da cadeia

As restrições dos Estados Unidos, que limitaram o acesso da China a tecnologias críticas, incluindo chips avançados e equipamentos de fabricação, acabaram acelerando o desenvolvimento interno. 

Empresas locais passaram a ocupar espaços antes dominados por fornecedores estrangeiros. A Huawei, por exemplo, surge como uma das alternativas nacionais para suprir a demanda deixada por empresas como a Nvidia.

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No segmento de memória, a ChangXin Memory Technologies registrou crescimento de 130% na receita, ultrapassando 55 bilhões de yuans. A escassez global de chips de memória, combinada à alta demanda por aplicações de inteligência artificial, elevou os preços e abriu espaço para fabricantes chineses ampliarem participação.

A memória de alta largura de banda, essencial para aplicações de IA, ainda é dominada por empresas estrangeiras, mas as restrições de exportação abriram espaço para soluções locais, mesmo em estágios tecnológicos anteriores.

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