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Líder executiva da Anthropic revela como usa inteligência artificial para gerir sua equipe (Anthropic/Divulgação)
Jornalista
Publicado em 29 de julho de 2026 às 17h20.
A inteligência artificial deixou de ser utilizada apenas para automatizar tarefas operacionais. Em empresas que desenvolvem essa tecnologia, ela também começa a fazer parte da rotina de liderança.
Um exemplo vem da Anthropic, desenvolvedora do assistente Claude. A executiva Dianne Penn, líder de gestão de produtos para Pesquisa e Labs da empresa, revelou como utiliza a inteligência artificial para organizar informações, preparar conversas com colaboradores e acompanhar o desenvolvimento da equipe.
Em entrevista ao Business Insider, Penn explicou que utiliza o Claude como um apoio para atividades típicas da gestão de pessoas.
O objetivo não é substituir decisões humanas, mas ganhar contexto, economizar tempo e melhorar a qualidade das interações com o time.
Entre os usos mais frequentes estão a organização de anotações de reuniões, a preparação para conversas individuais com colaboradores e a revisão de ideias antes de apresentá-las.
Segundo a executiva, a IA funciona como um parceiro de reflexão, capaz de reunir informações dispersas e sugerir formas mais estruturadas de abordar determinados assuntos.
A experiência relatada pela Anthropic mostra que a IA pode apoiar diferentes atividades de gestão.
Antes de encontros individuais, a ferramenta reúne registros anteriores, objetivos definidos e pontos pendentes. Isso ajuda o gestor a iniciar a conversa com mais contexto e reduz o risco de esquecer temas importantes.
Por exemplo, em vez de revisar diversas anotações manualmente, o líder pode solicitar um resumo dos principais assuntos discutidos nos últimos meses.
Gestores lidam diariamente com documentos, mensagens, projetos e feedbacks. A inteligência artificial consegue sintetizar esse volume de dados e destacar prioridades.
Isso reduz o tempo gasto procurando informações e permite dedicar mais atenção às decisões estratégicas.
Outro uso citado envolve a construção de feedbacks mais claros. A IA pode sugerir formas de organizar argumentos ou revisar o texto para torná-lo mais objetivo.
A decisão final continua sendo do gestor, que deve adaptar o conteúdo ao contexto de cada colaborador.
Apesar dos avanços da tecnologia, a executiva destaca que a inteligência artificial não substitui o julgamento humano.
Questões como avaliação de desempenho, resolução de conflitos, construção de confiança e decisões sobre pessoas continuam dependendo da experiência e da responsabilidade do líder.A IA pode organizar informações e sugerir caminhos, mas não compreende completamente fatores como cultura organizacional, emoções ou relações interpessoais.
Esse entendimento está alinhado a pesquisas recentes sobre adoção de IA no trabalho. Estudos da consultoria McKinsey e da Harvard Business Review apontam que as organizações obtêm melhores resultados quando utilizam inteligência artificial para ampliar capacidades humanas, e não para substituir decisões críticas.
O relato da Anthropic mostra que não é necessário trabalhar em uma empresa de IA para aplicar esse tipo de recurso.
Profissionais podem utilizar ferramentas de inteligência artificial para resumir reuniões, organizar planos de ação, estruturar apresentações, revisar documentos e preparar perguntas antes de conversas importantes.
Essas aplicações ajudam a reduzir tarefas repetitivas e liberam tempo para atividades que exigem criatividade, negociação e relacionamento.
Também reforçam uma mudança importante no mercado de trabalho: o diferencial está na forma como a IA é utilizada, e não apenas no acesso à tecnologia.
O caso apresentado pela Anthropic ilustra uma tendência crescente no ambiente corporativo.
A inteligência artificial passa a desempenhar o papel de assistente na organização do trabalho, oferecendo contexto, resumindo informações e apoiando a preparação de decisões.
Para gestores, o principal aprendizado é utilizar essas ferramentas como apoio à produtividade, mantendo o julgamento humano nas decisões que envolvem pessoas.
A combinação entre tecnologia e competências de liderança tende a ganhar espaço conforme a adoção da IA avança nas empresas.