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O plano da Uber para crescer no mercado de carros autônomos

Nova divisão reúne logística, dados e inteligência artificial para atrair parceiros do setor

Sede da Uber em São Francisco (Bloomberg/Getty Images)

Sede da Uber em São Francisco (Bloomberg/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 20 de março de 2026 às 17h25.

Última atualização em 27 de março de 2026 às 11h56.

A Uber decidiu reposicionar sua estratégia para o mercado de robô táxis. Depois de tentar desenvolver o próprio carro autônomo no passado, a empresa agora mira outro ponto da cadeia: a estrutura que sustenta a operação, da gestão das corridas ao uso de dados e inteligência artificial.

A nova divisão, chamada “Soluções Autônomas”, foi criada para oferecer aos parceiros quase tudo o que envolve um serviço de robô táxi, com exceção do veículo em si. 

A ideia é permitir que empresas focadas na direção autônoma concentrem esforços nessa frente, enquanto a Uber assume etapas como distribuição da demanda, operação da plataforma, atendimento e suporte logístico.

O movimento recoloca a companhia em uma posição relevante em um mercado ainda em formação. E mostra que, na disputa pelos carros autônomos, a batalha pode passar menos pela fabricação do veículo e mais pela operação, pelos dados e pelo uso de IA na escala do serviço.

Uma aposta nos bastidores da operação

Um serviço de robotáxi depende de muito mais do que um carro capaz de circular sozinho. A operação exige centros de apoio para recarga, limpeza e manutenção, além de sistemas de gestão, mapeamento e organização da oferta de viagens. É nesse conjunto que a Uber tenta se fortalecer.

A empresa também já atua no fornecimento de serviços de dados para parceiros, ajudando no desenvolvimento de mapas e no treinamento de sistemas de inteligência artificial ligados à condução autônoma. 

O app segue no centro da disputa

A proposta da Uber é atrativa sobretudo para empresas menores, que podem ter tecnologia para condução autônoma, mas não estrutura para cuidar sozinhas de toda a operação. 

Ao oferecer demanda, base de usuários, logística e ferramentas de dados, a empresa tenta se tornar uma parceira quase natural para quem busca escala.

Mas o desenho também expõe uma disputa relevante: quem controla a relação com o passageiro. Se a corrida continua sendo solicitada pelo aplicativo da Uber, a empresa preserva o vínculo com o cliente e mantém influência sobre preços, oferta e modelo de operação.

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Inteligência artificial e logística 

Ao incluir dados, operação e inteligência artificial no coração da nova divisão, a Uber sinaliza que vê o futuro dos robôs táxis como um negócio de plataforma, e não apenas de transporte. 

A empresa tenta ocupar o espaço entre a tecnologia autônoma e o passageiro final, oferecendo uma camada de serviço que pode encurtar o caminho de novos entrantes.

Ainda assim, o mercado está longe de um desenho definitivo. Modelos por assinatura, serviços que substituam o carro particular e diferentes formatos de oferta seguem em aberto, o que amplia a disputa sobre quem ficará com as margens mais relevantes desse setor.

A posição da Uber, porém, já está marcada. Em vez de liderar a corrida pelo volante, a empresa quer ganhar força no sistema que faz a viagem acontecer — com logística, base de clientes, dados e uso de IA como parte central dessa estratégia.

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