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Novas mãos do robô NEO se aproximam das humanas em força e velocidade; veja vídeo

Mãos com 25 graus de liberdade são a principal aposta da empresa para levar robôs às casas

1X: robô agora está mais perto da mão humana, segundo a empresa (1x/Reprodução)

1X: robô agora está mais perto da mão humana, segundo a empresa (1x/Reprodução)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 9 de julho de 2026 às 20h01.

Última atualização em 9 de julho de 2026 às 20h21.

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A 1X, fabricante do robô humanoide NEO, anunciou nesta quinta-feira, 9, uma nova versão das mãos de sua máquina — com 25 graus de liberdade e acionamento por tendões, que a empresa afirma se aproximar ou superar a mão humana em destreza, força, velocidade e confiabilidade.

"Por setenta anos, a robótica contornou o problema da mão. A aposta humanoide é o inverso: ela vive ou morre na ponta dos dedos", afirmou a empresa ao apresentar a novidade, resumindo por que investiu tanto nessa parte específica do robô.

Por que a mão é o problema mais difícil?

A mão humana é uma das estruturas mais complexas do corpo, capaz de segurar um ovo sem quebrá-lo e, no instante seguinte, apertar com força uma tampa emperrada.

Reproduzir essa combinação de delicadeza e potência em um robô é um desafio que a robótica evitou por décadas, preferindo garras simples de três a cinco pontos de articulação, suficientes para tarefas industriais repetitivas.

Para um robô que pretende viver dentro de casa, porém, a garra não basta.

Dobrar roupas, usar ferramentas humanas, manusear objetos delicados e abrir portas exigem uma mão que se aproxime da humana — e é por isso que a 1X trata esse componente como o fator decisivo entre o sucesso e o fracasso de um humanoide doméstico.

O que significa '25 graus de liberdade'

O grau de liberdade é a medida de quantos movimentos independentes uma articulação pode fazer. Quanto mais graus, mais a mão consegue se mover como a de uma pessoa.

As novas mãos do NEO têm 25 por unidade — um salto em relação às versões anteriores, que tinham 22 quando o robô foi aberto para pré-venda, em outubro passado.

Mas a 1X faz questão de uma distinção que as fichas técnicas costumam esconder.

Segundo Dar Sleeper, chefe de produto e design da empresa, não basta uma articulação poder se mover em determinada direção: é preciso que ela consiga de fato exercer força naquele movimento. Muitas mãos robóticas listam vários graus de liberdade que, na prática, não conseguem acionar com potência — o que torna o número, sozinho, enganoso.

Como funcionam as mãos movidas a tendão

O diferencial técnico do NEO está no sistema de acionamento, que a empresa chama de Tendon Drive.

Em vez de motores rígidos dentro de cada articulação, o robô usa motores de alta densidade de torque que puxam tendões de polímero flexível, imitando a forma como os músculos e tendões humanos movem os dedos.

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Esse desenho traz vantagens para o uso doméstico. Os tendões oferecem o que a engenharia chama de complacência: se o robô encosta em uma pessoa, o sistema cede em vez de resistir, o que o torna mais seguro por perto.

A arquitetura também reduz o ruído e o peso, e permite um controle mais fino dos dedos — as mãos, inclusive, têm classificação de resistência que permite submersão em água.

O NEO está em pré-venda por US$ 20 mil, com entrega prevista para 2026, ou por assinatura de US$ 499 por mês.

Fundada na Noruega em 2014 e hoje em Palo Alto, na Califórnia, a 1X aposta que a mão — e não as pernas ou o rosto — será o componente que definirá quais humanoides realmente chegam às casas.

Como resumiu a empresa, o jogo se decide na ponta dos dedos.

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