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Respostas convincentes nem sempre significam respostas corretas; verificar informações continua sendo uma etapa indispensável no uso da inteligência artificial (LordHenriVoton/Getty Images)
Redatora
Publicado em 27 de julho de 2026 às 06h04.
A resposta parece convincente, a linguagem é segura e a explicação faz sentido à primeira vista. Ainda assim, ela pode estar errada.
Diferentemente de um mecanismo de busca tradicional, modelos de inteligência artificial generativa não consultam necessariamente uma base de dados pronta antes de responder: eles geram textos prevendo quais palavras têm maior probabilidade de aparecer em sequência.
O resultado costuma ser fluido, mas nem sempre correto.
Por isso, especialistas recomendam que usuários aprendam a reconhecer sinais de alerta antes de utilizar uma resposta em trabalhos, pesquisas, decisões profissionais ou conteúdos publicados. Em muitos casos, pequenos detalhes já indicam que a informação merece uma segunda verificação.
Um dos comportamentos mais conhecidos dos modelos de IA é apresentar respostas incorretas com o mesmo nível de segurança de uma informação verdadeira.
A linguagem costuma ser assertiva, sem indicar dúvidas ou limitações, o que pode transmitir uma falsa sensação de precisão. Sempre que a resposta tratar de temas técnicos, dados estatísticos ou assuntos sensíveis, vale consultar uma fonte confiável antes de utilizá-la.
Quando números, pesquisas ou declarações aparecem sem qualquer indicação de origem, é importante redobrar a atenção.
Embora muitas ferramentas consigam citar fontes quando solicitadas, elas também podem apresentar informações sem indicar de onde vieram.
Uma boa prática é pedir explicitamente que a IA informe a origem dos dados ou buscar a informação diretamente em órgãos oficiais, artigos científicos ou documentos públicos.
Esse é um dos erros mais comuns. Em algumas situações, a IA cria referências que parecem legítimas, com título, autor, ano e até nome de revista científica, mas que simplesmente não existem.
Antes de utilizar uma citação em um trabalho ou reportagem, pesquise o artigo em bases acadêmicas ou no site da instituição responsável. Se ele não puder ser encontrado, há grandes chances de a referência ter sido inventada.
Mesmo ferramentas conectadas à internet podem deixar de considerar atualizações importantes ou interpretar de forma incorreta mudanças recentes em leis, regulamentações ou acontecimentos.
Esse cuidado é ainda mais importante em temas como economia, saúde, concursos públicos, legislação e tecnologia, áreas em que informações podem mudar rapidamente.
Respostas excessivamente amplas, vagas ou cheias de generalizações também merecem atenção. Quando a IA não possui contexto suficiente ou não consegue responder com precisão, tende a produzir explicações superficiais que parecem completas, mas deixam de abordar detalhes importantes.
Nesses casos, vale reformular a pergunta, adicionar mais contexto ou solicitar exemplos concretos. Quanto mais específico for o comando, maior a chance de obter uma resposta útil e precisa.
Modelos de inteligência artificial evoluíram significativamente nos últimos anos e já fazem parte da rotina de milhões de pessoas. Ainda assim, eles não substituem a checagem de informações.
Em vez de assumir que toda resposta está correta, especialistas recomendam tratar a IA como uma ferramenta de apoio. Cruzar informações, consultar fontes confiáveis e revisar conteúdos antes de publicá-los continuam sendo etapas fundamentais para reduzir erros e evitar a propagação de informações incorretas.