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OpenAI: Astra é lançado nesta quinta-feira, 3 (OpenAI/Divulgação)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 3 de setembro de 2026 às 14h59.
Última atualização em 3 de setembro de 2026 às 15h22.
A OpenAI anunciou nesta quarta-feira, 3, o GPT-6 Astra, descrito pela empresa como o modelo mais inteligente e mais alinhado já lançado até hoje.
Segundo a companhia, o Astra representa "um salto de geração em capacidade, com desempenho de ponta em uso de computador e navegador, engenharia de software, cibersegurança, ciência e atividades profissionais" — resultado de avanços combinados em pré-treinamento, aprendizado por reforço e alinhamento.
Segundo a OpenAI, o Astra estabelece um novo patamar de velocidade, precisão e segurança na execução de tarefas dentro do computador — capaz de rodar fluxos de trabalho com várias etapas, produzir documentos, planilhas e apresentações com qualidade elevada, além de criar sites e testar se seus recursos funcionam de fato.
Em simulações de velocidade no subconjunto offline do benchmark OSWorld 2.0, o modelo levou cerca de 47% menos tempo por tarefa do que o GPT-5.6 Sol, versão anterior da empresa.
A empresa afirma que uma versão interna do Astra já contribuiu para a produção de novos conhecimentos em matemática: no mês passado, a OpenAI divulgou dez avanços em matemática e ciência da computação teórica gerados pelo modelo, com provas formalizadas na linguagem Lean.
O Astra também atingiu 98% de acerto no FrontierMath Tier 4, um dos benchmarks mais difíceis voltados à avaliação de raciocínio matemático avançado em modelos de IA.
Segundo a OpenAI, o Astra é o melhor modelo da empresa até hoje para engenharia de software, com desempenho superior em tarefas complexas realizadas sobre bases de código reais.
No benchmark DeepSWE v1.1, supera o GPT-5.6 Sol com custo estimado de uso via API cerca de 57% menor, considerando a configuração de melhor desempenho de cada modelo.
Um recurso experimental e opcional do Codex, ferramenta de programação da OpenAI, também permite que o Astra mantenha contexto ao longo de projetos extensos — preservando anotações e recuperando requisitos, tentativas de correção e resultados de testes anteriores entre diferentes janelas de contexto.
A empresa descreve o Astra como seu modelo mais alinhado até o momento, com avanços na compreensão da intenção do usuário, execução cuidadosa de tarefas, respeito a limites estabelecidos e comunicação mais transparente.
Segundo a OpenAI, o modelo usa o contexto disponível para preencher detalhes de rotina sozinho, mas faz perguntas específicas quando uma decisão pode alterar o resultado final, e aguarda orientação do usuário diante de decisões importantes — na tentativa de permitir que tarefas complexas sejam delegadas sem que o usuário perca a supervisão sobre o que está sendo feito.
O Astra também tem capacidades avançadas de cibersegurança, que podem ajudar profissionais da área a identificar e corrigir vulnerabilidades — mas essas mesmas capacidades exigem salvaguardas mais fortes.
Segundo a OpenAI, o modelo atingiu o nível "crítico" de risco cibernético dentro do Preparedness Framework, sistema interno da empresa para rastrear capacidades de IA que podem representar risco de dano severo.
Como resposta, a empresa reforçou proteções contra uso indevido e passou a oferecer, por meio do programa OpenAI Daybreak, acesso com menos restrições a um grupo inicial de profissionais de segurança previamente autorizados — voltado a atividades como validação de vulnerabilidades, análise de malware e engenharia de detecção de ameaças.
O GPT-6 Astra já começou a ser disponibilizado para clientes corporativos (Enterprise) com acesso ao Daybreak. Nos próximos dias, o modelo chega a todos os usuários dos planos ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise, além de ficar disponível também na API da OpenAI e na AWS.