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O segredo dos tokens: como economizar no uso corporativo da inteligência artificial (Imagem gerada por IA/Exame)
Jornalista
Publicado em 3 de setembro de 2026 às 15h09.
O orçamento corporativo direcionado à inteligência artificial ganhou uma variável decisiva: a gestão de tokens. Muitas organizações enfrentam surpresas ao receber as faturas dos serviços contratados devido à falta de visibilidade sobre como essa infraestrutura é tarifada.
Diferente dos softwares tradicionais com assinatura fixa, a cobrança da maioria dos modelos de linguagem varia conforme o volume de uso. A unidade fundamental de medição desse consumo é o token, que funciona como a moeda operacional da tecnologia.
Compreender essa métrica e gerenciar os padrões de consulta é indispensável para evitar desperdícios financeiros e manter projetos viáveis.
Para entender a composição dos custos, o mercado divide o consumo entre tokens de entradaetokens de saída. Os dados de entrada abrangem as instruções enviadas pelo usuário, incluindo textos de comandos, documentos anexados e contextos de conversas.
Os tokens de saída correspondem ao conteúdo gerado pelo sistema para responder à solicitação. Cada palavra, linha de código ou parágrafo retornado é contabilizado nessa categoria. Em média, mil tokens representam cerca de 750 palavras em inglês ou 500 em português.
A estrutura tarifária dos provedores atribui valores diferentes para cada etapa. Na maioria dos serviços, a geração do texto final custa significativamente mais do que o processamento do comando enviado, com diferenças que podem chegar a quatro vezes o valor inicial.
Essa variação de preço decorre da demanda de processamento necessária para executar cada tarefa na inteligência artificial. Durante a leitura das informações de entrada, o servidor processa o conjunto de dados simultaneamente, otimizando o uso dos recursos computacionais.
A criação da resposta exige um cálculo sequencial e contínuo. O modelo prevê um termo de cada vez, reavaliando probabilidades a cada nova palavra inserida no texto. Esse procedimento mantém os chips de processamento ocupados por um período mais longo.
Estudos da organização de pesquisas Artificial Analysis indicam que a geração de saídas exige maior capacidade de infraestrutura e consumo de energia. Como consequência, respostas extensas aumentam a latência e elevam os custos operacionais da aplicação.
A assimetria de custos entre entrada e saída permite criar rotinas mais eficientes de uso e gestão. Algumas práticas simples auxiliam a reduzir custos operacionais sem prejudicar a qualidade das entregas:
O controle do processamento de dados consolidou-se como um fator chave para a eficiência financeira corporativa. A gestão consciente desses recursos assegura que os investimentos em tecnologia tragam retorno claro e sustentável.