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Google muda nome do NotebookLM e amplia integração com Gemini

Ferramenta de pesquisa passa a se chamar Gemini Notebook após alcançar 30 milhões de usuários e mais de 600 mil organizações

André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 16 de julho de 2026 às 14h43.

Última atualização em 16 de julho de 2026 às 14h44.

Priorizar nos meus resultados Google

O Google anunciou nesta quinta-feira, 16, que o NotebookLM passará a se chamar Gemini Notebook, em uma mudança que aproxima a ferramenta de pesquisa dos demais produtos de inteligência artificial da empresa. Apesar da nova marca, o serviço continuará funcionando como um produto independente.

Apresentada durante o Google I/O, conferência anual da companhia, em 2023, a plataforma surgiu com o nome de Project Tailwind. A proposta inicial era ajudar usuários a estudar e organizar informações a partir de documentos e outras fontes adicionadas aos cadernos digitais.

Segundo o Google, mais de 30 milhões de pessoas e 600 mil organizações utilizam atualmente a ferramenta. O serviço é empregado por estudantes, que transformam anotações em resumos de áudio e vídeo, e por empresas, que produzem materiais interativos de treinamento e integração de funcionários.

A mudança de nome também sinaliza uma integração mais ampla com o ecossistema do Google. Os cadernos já podem ser criados e consultados dentro do aplicativo Gemini, com sincronização entre o aplicativo e a versão independente do Gemini Notebook.

A empresa afirma que pretende levar os cadernos ao AI Mode, modo de busca baseado em inteligência artificial, do Google Search. O comunicado, porém, não informa uma data específica para a liberação do recurso.

Google adiciona computador em nuvem aos cadernos

Além da alteração de marca, o Google começou a distribuir uma atualização que fornece a cada caderno um secure cloud computer, computador seguro executado na nuvem. A infraestrutura permite que o Gemini Notebook escreva e execute códigos diretamente dentro da plataforma.

Com a novidade, a ferramenta poderá realizar análises de dados mais complexas com base nos arquivos e nas fontes fornecidas pelo próprio usuário. A execução de código também deve permitir a criação de novos formatos de resultados, além dos resumos, mapas mentais, áudios e vídeos já associados ao serviço.

Na primeira etapa, o recurso estará disponível para assinantes do Google AI Ultra e para clientes corporativos do Google Workspace com os planos AI Ultra Access ou AI Expanded Access.

O Google afirma que a atualização chegará aos usuários do plano Pro, na versão para a internet, ao longo das próximas semanas. O anúncio não detalha quando a execução de código será oferecida aos usuários dos planos gratuitos.

A adoção do nome Gemini reforça a estratégia do Google de concentrar seus recursos de inteligência artificial sob uma única marca. Ao mesmo tempo, a manutenção do produto independente indica que a empresa pretende preservar o uso do serviço como ambiente específico de pesquisa, análise de fontes e produção de materiais.

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