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O avanço da IA está tornando o desenvolvimento de aplicativos acessível a qualquer pessoa - entenda como (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 16 de julho de 2026 às 14h33.
Criar um aplicativo já foi uma atividade restrita a profissionais que dominavam linguagens de programação. Com os avanços da inteligência artificial, esse cenário começou a mudar. Hoje, plataformas conseguem transformar descrições em linguagem natural em interfaces, bancos de dados e até funcionalidades completas.
Ferramentas baseadas em IA permitem que o usuário descreva o que deseja criar, como "um aplicativo para controlar despesas" ou "um sistema de agendamento de consultas". A plataforma interpreta esse pedido e gera uma versão inicial do projeto.
Esse processo utiliza modelos de linguagem, tecnologia capaz de compreender textos e convertê-los em códigos, fluxos de trabalho e componentes visuais. Em muitos casos, o usuário apenas revisa e faz ajustes antes da publicação.
Entre as plataformas que oferecem esse tipo de recurso estão Bubble, Glide, Lovable, Replit, Bolt.new e Microsoft Power Apps, que combinam inteligência artificial com soluções no code ou low code.
As plataformas no code permitem criar aplicações utilizando interfaces visuais, sem escrever código.
Já as soluções low code oferecem a mesma facilidade, mas permitem adicionar pequenos trechos de programação quando necessário. Isso amplia as possibilidades para projetos mais complexos.
O processo costuma seguir poucas etapas. Primeiro, o usuário descreve sua ideia. Depois, a IA gera telas, formulários e fluxos de navegação.
Em seguida, é possível personalizar cores, incluir novas funções, conectar bancos de dados e integrar serviços como pagamento, envio de e-mails ou armazenamento de arquivos.
Mesmo sem experiência em desenvolvimento, empreendedores, professores, profissionais de RH e pequenos empresários conseguem criar soluções para necessidades específicas.
Embora facilite grande parte do trabalho, a inteligência artificial não elimina a necessidade de planejamento.
Questões como experiência do usuário, segurança, proteção de dados, integração entre sistemas e testes continuam exigindo acompanhamento humano. Além disso, aplicações mais complexas ainda podem demandar desenvolvedores especializados.
Pesquisas da consultoria Gartner apontam que plataformas low code e no code seguem em expansão justamente por reduzir o tempo de desenvolvimento e ampliar o acesso à criação de software, sem substituir totalmente profissionais da área.
Antes de escolher uma ferramenta, vale definir qual problema o aplicativo pretende resolver e quais funcionalidades são realmente necessárias. Começar com um projeto simples facilita os testes e reduz custos.
A tendência é que a inteligência artificial torne o desenvolvimento de aplicativos cada vez mais acessível. Saber estruturar boas ideias, escrever comandos claros e validar resultados passa a ser uma habilidade tão importante quanto programar.