Mia Murati fundou a Thinking Machine Labs após deixar a OpenAI (Kimberly White/Getty Images for WIRED)
Colaboradora
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 14h34.
Última atualização em 15 de janeiro de 2026 às 14h42.
A startup de inteligência artificial Thinking Machines Lab, fundada pela ex-diretora de tecnologia (CTO) da OpenAI, Mira Murati, perdeu dois de seus cofundadores para a própria OpenAI nesta semana.
Luke Metz e Barret Zoph estão deixando o empreendimento para voltar à sua antiga casa, em uma movimentação que ocorre menos de um ano após a criação da startup.
A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, 14, por Murati nas redes sociais, em uma postagem em que cita apenas a saída de Zoph do cargo de CTO. Segundo ela, o posto será assumido por Soumith Chintala. "Nos separamos de Barret. Soumith é um líder experiente, que já desempenhou um papel vital em nossa equipe", escreveu.
Menos de uma hora depois, Fidji Simo, CEO de aplicações da OpenAI, confirmou o retorno de Zoph à empresa, junto de Metz e Sam Schoenholz. Simo pontuou que a movimentação era planejada "há várias semanas" e que estavam muito felizes pelo retorno dos colegas.
Antes de cofundar a Thinking Machines Lab, Zoph atuou como vice-presidente de pesquisa da OpenAI. Antes disso, trabalhou por seis anos como cientista de pesquisa do Google.
Já Metz atuou por anos na equipe técnica da OpenAI, como engenheiro de inteligência artificial. Schoenholz, que aparentemente ainda tem vínculos com a startup de Murati, também fez parte do quadro de funcionários da OpenAI.
Fundada em 2024 por Murati, Metz e Zoph, a Thinking Machines Lab ganhou projeção no mercado ao levantar US$ 2 bilhões em uma rodada seed liderada por Andreessen Horowitz e ser avaliada em US$ 12 bi. Entre os investidores estão Accel, Nvidia e Jane Street.
A startup foi criada para competir diretamente com a OpenAI, a encubadora de seus cofundadores. Um caso semelhante é o da Anthropic, responsável pelo Claude Code, fundada pelos irmãos Dario e Daniela Amodei.
Embora a movimentação de talentos entre grandes empresas de IA seja relativamente comum, a saída de dois cofundadores em menos de um ano chama a atenção do setor.
No entanto, a startup já havia registrado outras baixas importante, como a saída do cofundador Andrew Tulloch para a Meta em outubro.
Vale dizer que a OpenAI também enfrentou a saída de cofundadores nos últimos anos — entre eles John Schulman, que deixou a empresa em 2024, passou pela Anthropic e integrou a Thinking Machines em seu lançamento.
As informações foram divulgadas pelo TechCrunch, que procurou as duas empresas para comentar as mudanças, mas não obteve retorno.