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Cielo usa agente de inteligência artificial e derruba pela metade os chamados de TI internos (Cielo/Divulgação)
Jornalista
Publicado em 31 de agosto de 2026 às 14h19.
A Cielo, uma das maiores empresas de meios de pagamento do país, reduziu à metade o volume de chamados abertos por colaboradores ao setor de tecnologia da informação (TI). A mudança veio com o uso de um agente de inteligência artificial.
Em parceria com a Microsoft, a companhia desenvolveu a solução para atender demandas rotineiras da equipe interna, como troca de senha e configuração de VPN, rede que permite acesso remoto seguro aos sistemas corporativos. Em poucos meses de uso, o volume de chamados ao Service Desk, a central de suporte técnico da empresa, caiu 52,2%.
Tarefas corriqueiras, mas essenciais ao funcionamento dos equipamentos, costumam concentrar boa parte da demanda dos times de suporte técnico nas empresas.
Redefinir senhas, liberar acessos e resolver falhas de conexão consomem tempo das equipes e atrasam o atendimento a problemas mais complexos.
O agente foi criado com o Copilot Studio, plataforma da Microsoft para construção de assistentes virtuais corporativos. No início, a ferramenta apenas orientava os colaboradores.
Com a evolução do projeto, o agente passou a executar as ações diretamente, sem necessidade de um técnico humano. Entre as funções disponíveis estão:
Segundo a Cielo, o número de chamados mensais ao Service Desk caiu de 3.710 para 1.776 entre julho de 2025 e abril de 2026. O agente opera 24 horas por dia, sete dias por semana, integrado ao Microsoft Teams.
Colaboradores relataram menor tempo de espera para resolver problemas e redução na necessidade de ligações telefônicas ao suporte.
A implementação envolveu equipes de engenharia, segurança da informação e governança. A solução foi testada em ambiente controlado antes de ser liberada, e opera sobre Power Apps, Intune e Microsoft Fabric.
O caso se enquadra no conceito de Frontier Firms, termo usado para empresas que estruturam operações com humanos liderando agentes de inteligência artificial em tarefas específicas.
Atualmente, a Cielo opera cerca de cem agentes de IA e mantém mais de 500 iniciativas envolvendo aprendizado de máquina, IA generativa e IA agêntica.
A experiência da Cielo ilustra uma tendência observada em outras companhias: usar agentes de IA para tarefas operacionais repetitivas, liberando equipes de tecnologia para projetos mais complexos.
Para profissionais de TI, o movimento reforça a importância de desenvolver competências ligadas à supervisão e à governança de agentes autônomos, área que tende a ganhar espaço nas empresas.