Inteligência Artificial

Alibaba lança óculos com IA e mira competição contra a Meta

Quark AI Glasses traz assistente de inteligência artificial integrado e câmera que identifica produtos e preços no Taobao; modelos custam menos que os Ray-Bans da Meta

Quark AI Glasses chegam ao mercado chinês em duas versões: a S1, a partir de 3.799 yuans (cerca de US$ 536), e a G1, de 1.899 yuans (US$ 260) (Alibaba/Reprodução)

Quark AI Glasses chegam ao mercado chinês em duas versões: a S1, a partir de 3.799 yuans (cerca de US$ 536), e a G1, de 1.899 yuans (US$ 260) (Alibaba/Reprodução)

Publicado em 27 de novembro de 2025 às 10h12.

Focada em gerar receita com consumidores finais, a Alibaba começou a vender nesta quinta-feira, 27, seus primeiros óculos com inteligência artificial. Chamados de Quark AI Glasses, os dispositivos foram anunciados em julho e chegam agora ao mercado chinês em duas versões: a S1, a partir de 3.799 yuans (cerca de US$ 536), e a G1, de 1.899 yuans (US$ 260).

Os óculos inteligentes operam com o modelo de linguagem Qwen, versão da Alibaba para a tecnologia popularizada pelo ChatGPT, da OpenAI. Eles também são integrados ao recém-reformulado aplicativo Qwen, permitindo interação por comandos de voz para funções como tradução em tempo real e geração automática de resumos de reuniões.

Além das funções de assistente virtual, o dispositivo possui uma câmera embutida na armação e lentes que funcionam como telas. A principal diferença entre os modelos, segundo a Alibaba, está na presença do display, exclusivo da versão mais cara.

Um dos usos promovidos pela empresa é a possibilidade de tirar uma foto de um produto e visualizar, diretamente no visor, o preço do item no Taobao, principal aplicativo de e-commerce da própria Alibaba. O lançamento reforça a nova fase da gigante chinesa no mercado de IA, agora voltada à monetização da tecnologia junto ao consumidor final.

No setor de óculos com IA, a Alibaba enfrenta concorrência de empresas como Meta, Xiaomi e a startup local Xreal. Em setembro, a Meta lançou seus primeiros Ray-Bans com visor embutido e controle por gestos, vendidos por US$ 799. A versão sem display, mas com bateria aprimorada e nova câmera, sai por US$ 379.

Investimento em IA e projeções de mercado

Assim como outras empresas, a Alibaba vê os óculos inteligentes como o possível próximo grande dispositivo pessoal pós-smartphone. Segundo previsão da consultoria Omdia, o mercado desse produto deve ultrapassar 10 milhões de unidades em 2026 – o dobro do volume estimado para 2025.

Além dos óculos com IA, a Alibaba recentemente reformulou seu app móvel Qwen, que superou 10 milhões de downloads na primeira semana. Ao mesmo tempo, o braço de computação em nuvem, responsável pela maior parte da receita com IA, voltou a crescer no último trimestre.

Com sede em Hangzhou, a Alibaba é uma das líderes em IA na China. O modelo Qwen é um dos mais baixados entre os de código aberto no mundo, ao lado do R1, da DeepSeek. Hoje, a China lidera o mercado global de IAs abertas, ultrapassando os Estados Unidos pela primeira vez na história.

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