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A corrida pela IA pode encarecer seu próximo smartphone. Entenda por quê

A disputa por componentes usados em aplicações de IA está pressionando a oferta de memória e elevando os custos de fabricação de smartphones

A disputa por memória para IA pode pressionar os preços dos smartphones (Getty Images)

A disputa por memória para IA pode pressionar os preços dos smartphones (Getty Images)

Publicado em 13 de setembro de 2026 às 05h01.

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Comprar um celular novo pode ficar mais caro por uma razão que acontece longe das lojas: a disputa por memória entre fabricantes de smartphones e empresas que desenvolvem infraestrutura para inteligência artificial.

A demanda por servidores de IA vem pressionando a produção de DRAM e NAND, componentes usados também nos celulares, e fabricantes estão repassando parte desse aumento de custos aos consumidores.

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A memória virou o ponto de pressão

A memória é necessária para que o smartphone execute aplicativos e armazene informações. Nos aparelhos, a DRAM é usada como memória de trabalho, enquanto a NAND é empregada no armazenamento.

O problema está na disputa pela capacidade de produção. Segundo a TrendForce, fornecedores vêm direcionando parte da produção para aplicações relacionadas à IA e servidores, deixando a oferta de memória para smartphones mais apertada.

A pressão já chegou à estrutura de custos dos aparelhos. Uma análise da Counterpoint Research aponta que, no segundo trimestre de 2026, o custo dos componentes de smartphones aumentou 70% em um ano nos modelos de entrada de configuração semelhante.

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Por que a IA interfere no celular?

Servidores usados para aplicações de inteligência artificial precisam de grandes quantidades de memória, especialmente de componentes de alto desempenho.

Com empresas de tecnologia disputando essa capacidade, fabricantes de memória passaram a priorizar produtos destinados à infraestrutura de IA.

A consequência aparece em uma cadeia bastante direta: menos capacidade disponível para determinados componentes, aumento dos preços e maior custo para as empresas que fabricam smartphones.

A TrendForce afirma que marcas já enfrentam dificuldades para absorver os aumentos e prevê impacto sobre a produção de aparelhos.

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O que pode mudar para quem compra

As fabricantes têm algumas alternativas. Podem aumentar os preços, reduzir determinadas especificações, modificar a quantidade de memória dos aparelhos ou rever quais modelos serão produzidos.

Para o consumidor, isso pode significar celulares mais caros ou uma mudança na relação entre preço e configuração.

A própria Counterpoint aponta que os aumentos de custos já estão alterando a composição dos aparelhos e pressionando especialmente modelos de entrada.

A disputa mostra também como a expansão da IA ultrapassa os serviços diretamente associados à tecnologia. Quando empresas competem pelos mesmos componentes utilizados em dispositivos cotidianos, uma corrida concentrada em centros de dados pode acabar chegando ao bolso de quem só queria trocar de smartphone.

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